#Fórumcast, o podcast da Fórum
22 de janeiro de 2014, 18h56

Coletivo pró-legalização de maconha nega acusação de tráfico

Polícia de Porto Alegre identificou quatro participantes da Copa Growroom por meio de um vídeo divulgado e promete “aplicar a lei”

Polícia de Porto Alegre identificou quatro participantes da Copa Growroom por meio de um vídeo divulgado e promete “aplicar a lei”

Por Redação

Vídeo da Copa Growroom de 2012 ainda pode ser visto no Youtube (Reprodução / Youtube)

O coletivo Growroom, que promove o cultivo caseiro de Cannabis, está sendo investigado por tráfico. A polícia de Porto Alegre alegou que quatro participantes da Copa Growroom foram identificados por meio de imagens de um vídeo divulgado pelo próprio coletivo. “Aqui, se aplica a lei da repressão. Não tem margem para discussão”, afirmou o delegado Heliomar Franco, diretor de investigações do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc).

O delegado não anunciou se os organizadores do evento serão intimados a prestar depoimento ou se será decretada prisão preventiva deles, mas acredita que o comportamento pode ser enquadrado como tráfico, associação para o tráfico, posse e apologia de entorpecentes. Em seu site, o coletivo se manifestou: “O que não é visto pelas autoridades é que cada um dos participantes da Copa, usuários autoabastecidos brasileiros e internacionais, são os únicos a fazer algo contra o tráfico, plantando sua própria erva e não contribuindo com o mercado negro”.

O Growroom, que existe há 11 anos, se afirma como um espaço de redução de danos para usuários de maconha e como plataforma de ativismo, convivência e troca de experiências. Para o coletivo, o cultivo caseiro é uma alternativa consciente ao mercado ilegal, além de ser um manifesto contra a atual política de drogas proibicionista.

Confira também:

O fracasso de uma guerra sem sentido

Política de drogas: uma questão ideológica

Dependência química: internação é solução?
Os organizadores da “Copa” disseram ser proibido o comércio de maconha durante o evento, e que apenas maiores de 18 têm acesso ao churrasco. Eles também declararam que os proprietários do espaço alugado não estavam cientes do caráter do encontro que seria realizado. “[A Copa Grownroom] trata-se de um evento lúdico que tem por finalidade reunir usuários de cannabis de todo o país, que cultivam a planta para fins pessoais”, anunciaram.

Com a ameaça da polícia de Porto Alegre, o coletivo contou com o apoio de diversos grupos antiproibicionistas. A Associação de Estudos da Cannabis, do Uruguai (AECU), a Organización Canábica de Bariloche (OCB), o Mídia Ninja, o blog MaryJuana, o blog Hempadão, a página do Smoke Buddies, o coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR) e diversos militantes já se manifestaram a favor do Growroom.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum