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23 de junho de 2016, 15h38

Por medo do vírus Zika, busca por pílulas abortivas cresce 50% no Brasil, diz relatório

De acordo com pesquisa, a procura por pilulas abortivas distribuídas por instituições sem fins lucrativos aumentou cerca de 50% em países que tem aborto proibido ou limitado.

De acordo com a pesquisa, a procura por pílulas abortivas distribuídas por instituições sem fins lucrativos aumentou em cerca de 50% nos países que têm aborto proibido ou limitado

Por Redação

Com o alerta da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) sobre o risco do vírus Zika na América Latina, em novembro de 2015, vem crescendo cada vez mais o número de pedidos de auxílio à ONG Women on Web na descontinuidade de gravidez via remédios, como mifepristona e misoprostol.

O relatório, publicado nesta quarta-feira (22) no periódico científico “The New England Journal of Medicine”, aponta que houve aumento de 36% a 108% no número de pedidos em todos os países que apresentaram casos do vírus. No Brasil a procura aumentou em 50%.

O estudo ressalta que é difícil precisar os números reais de mulheres que de fato abortaram, uma vez que existem métodos e remédios disponíveis em farmácias locais e no mercado negro que podem ter sido buscados.

A pesquisa reforça a tese da Organização Mundial da Saúde que aponta que entre 3 e 4 milhões de pessoas devem contrair o vírus Zika até 2017. O relatório conclui ainda que deve-se privilegiar informações oficiais e aconselhamento de risco de exposição, de maneira que a população se conscientize da necessidade de “escolhas reprodutivas seguras”.


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