domingo, 20 set 2020
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Com policiais amotinados, número de assassinatos no Ceará tem aumento de 138%

A paralisação de boa parte do efetivo da Polícia Militar no Ceará provocou aumento significativo no número de assassinatos no Ceará. O crescimento foi de 138% ao se comparar aos primeiros 25 dias do mês de fevereiro de 2019 e 2020. A greve chega ao 12° dia neste sábado (29).

Ao todo, foram contabilizadas 153 mortes violentas em 25 dias de fevereiro de 2019; em igual período deste ano, a Secretaria da Segurança Pública registrou 364 assassinatos.

Segundo o sociólogo Luiz Fabio Paiva, do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), da Universidade Federal do Ceará (UFC), há “um claro vazio de policiamento”. “Obviamente, tem um cenário de oportunidades para todas e as mais diversas práticas de crimes, como ações de milícias, facções, muitos acertos de conta”.

Na avaliação de Paiva, a tendência é o crescimento de crimes comuns, como furtos e assaltos e os que ocorrem em decorrência deste, como os latrocínios.

Os dias em que policiais militares estão com atividades paralisadas são os mais violentos de 2020. Durante a greve e o motim, foram registrados, oficialmente, 198 homicídios em sete dias (19 a 25 de fevereiro). Em média, ocorreram 28 assassinatos por dia ou um a cada 51 minutos em todo o Ceará. Antes da paralisação, a média de oito homicídios por dia neste ano.

Os números são superiores aos que haviam sido divulgados anteriormente pela secretaria, que havia contabilizado 170 assassinatos em sete dias.

GLO

O Ceará chegou a registrar 37 homicídios em um único dia, em 27 de fevereiro. Com baixo policiamento nas ruas, o governo federal autorizou o envio do Exército ao estado, aplicando a Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Com a GLO, as Forças Armadas assumem o policiamento nas ruas. O decreto que garante a atuação do Exército foi autorizado até sexta-feira (28) e prorrogado até 6 de março.

Com informações do G1

Redação
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