Com slogan nazista, protesto da extrema-direita alemã contra o isolamento reúne 10 mil pessoas em Berlim

Batizado de "Dia da Liberdade", em referência a uma peça da propaganda nazista de 1935, ato pedia fim das restrições impostas pelo governo contra o coronavírus e reunia pessoas dos chamados movimentos "anti-vacina"; número de infecções voltou a subir na capital alemã

Cerca de 10 mil pessoas se reuniram neste sábado (1), em Berlim, na Alemanha, para um protesto contra o isolamento social e as medidas de restrição impostas pelo governo para o combate ao coronavírus.

Organizado por grupos de extrema-direita, como o neonazista “Querdenken 711”, o ato foi batizado de “Dia da Liberdade”, uma referência direta ao filme “Dia da Liberdade”, peça da propaganda nazista sobre o congresso do partido de Adolf Hitler, lançado em 1935.

Sem respeitar o distanciamento social e sem uso de máscaras, os manifestantes caminharam do portão de Brandemburgo até o parque Tiergarten com palavras de ordem sinalizando que o coronavírus seria um “alarme falso”, que a pandemia seria uma “teoria da conspiração” e que o governo, com as medidas de restrição, estaria tentando “amordaçá-los”.

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De acordo com a agência alemã Deutsche Welle, boa parte dos manifestantes compunha os chamados movimentos “anti-vacina” e vinha de outras partes do país.

Apesar de a Alemanha ter registrado pouco mais de 9 mil mortes por Covid-19, número bem abaixo de outros países europeus, o governo tem alertado para uma possível segunda onda da doença, com o aumento de infecções nos últimos dias diante da flexibilização das restrições. Por este motivo, as autoridades do país já informaram que pretendem impor sanções mais duras contra a violação das regras de restrição.

Segundo veículos de mídia locais, no ato, além do slogan, foram observadas bandeiras de referência nazista, proibidas pela Constituição alemã.

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Ivan Longo

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