Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
17 de janeiro de 2020, 18h51

Comandante dos voos da morte na Argentina é encontrado andando livre pela Espanha

Adolfo Scilingo foi condenado há 1084 anos de prisão, mas conseguiu benefício carcerário há quatro semanas, e passou a viver em uma paroquia católica de Madrid; notícia provocou repúdio generalizado das organizações de direitos humanos espanholas e argentinas.

Vôos da morte na Argentina (Foto: reproduçao Twitter)

O aviador Adolfo Scilingo, que comandou os voos da morte na Argentina, foi identificado andando livremente pelas ruas da Espanha, nesta semana.

A liberdade do repressor é possível graças a um benefício carcerário que permitiu ao condenado passar a um regime de reinserção após 22 anos de prisão, que correspondem a somente 4% da sua pena, de 1084 anos.

Os voos da morte foram uma prática sistemática das ditaduras da Argentina (1976-1983) e do Chile (1973-1990), pela qual opositores a esses regimes capturados e torturados eram dopados, amarrados e jogados em alto mar por aviões militares. No caso da Argentina, se estima que ao menos 4 mil pessoas foram vítimas, incluindo algumas líderes de organizações como as Mães da Praça de Maio.

Scilingo, de 73 anos, foi um dos comandantes desses voos, e fugiu da Argentina após o fim da ditadura em seu país. Foi preso na Espanha nos anos 90, julgado e condenado pelo juiz Baltasar Garzón em 1998, a uma pena de 640 anos de prisão – que seria ampliada em 2007, por outro processo por sua participação em outros crimes da Operação Condor.

A notícia da liberdade de Scilingo provocou o repúdio de diversas organizações, como a central sindical CTA (Confederaçao dos Trabalhadores Argentinos), que publicou um comunicado dizendo que iniciou uma articulação com outras organizações argentinas e espanholas “para impedir este fato grave, e que ele retorne ao lugar de onde nunca deveria ter saído”.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum