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15 de Maio de 2016, 15h32

Começam a surgir os arrependidos do golpe

De senadores que votaram sim ao impeachment a jornalistas que apoiavam o afastamento da presidenta, passando até pelo jurista que foi autor do pedido que resultou no processo, já começam a aparecer figuras que se mostram preocupadas com o governo provisório do vice Michel Temer

Por Redação

Mal se passaram três dias desde a decisão do Senado que afastou temporariamente a presidenta eleita Dilma Rousseff para que se formasse uma lista, com ao menos cinco pessoas, que já mostraram certo arrependimento por terem apoiado o processo de impeachment.

Um dos primeiros a demonstrar preocupação com o governo provisório do vice Michel Temer, mas que não expressou esse posicionamento ao apoiar o golpe, foi o jurista Hélio Bicudo, um dos autores do pedido de impeachment que resultou no processo aprovado na Câmara e agora em tramitação no Senado.

No dia da aprovação dos senadores, Bicudo postou em seu Facebook um vídeo em que diz estar preocupado “com as recentes noticias sobre a formação do novo governo”.

“O povo brasileiro foi às ruas para repudiar a cleptocracia comandada pelo PT. Não foi às ruas para sofrer mais um desapontamento”, afirmou.

Pouco tempo depois, foi a vez do senador Cristovam Buarque (PPS-DF) expressar desapontamento com a formação do governo provisório, como se não pudesse prever o que viria pela frente ao votar sim ao impeachment no Senado.

“Ficou estranho um ministério sem mulheres, sem representantes de minorias e dos movimentos sociais”, tuitou Buarque.

“Abrimos uma porta que era necessário abrir, mesmo sem a certeza de onde ela nos deixará ir”, completou o senador.

Reprodução/Twitter

Reprodução/Twitter

Algo parecido fizeram também os senadores Romário (PSB-RJ) e Álvaro Dias (PV-PR) – ambos votaram pelo afastamento de Dilma.

O ex-jogador de futebol, via Facebook, postou uma imagem com os dizeres “Temer, devolva a Cultura!” e um texto em que critica a decisão do vice-presidente de extinguir o Ministério da Cultura e fundi-lo à Educação.

“Fiz essa breve introdução para lamentar a decisão do presidente interino Michel Temer de fundir o Ministério da Cultura ao Ministério da Educação. O ato significou um retrocesso”, disse o senador em sua postagem.

Já Dias compartilhou duas reportagens críticas em relação às decisões de Temer: uma sobre o “nepotismo” na escolha dos nomes para ocupar os ministérios e outra que trata da presença de investigados da Lava Jato nas pastas.

“E agora?”, escreveu.

Reprodução/Facebook

Reprodução/Facebook

Até a jornalista Miriam Leitão, crítica aos governos petistas e apoiadora do impeachment, fez críticas ao ministério de Temer.

“Ministério só de homens é retrocesso de décadas”, disse.


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