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13 de agosto de 2019, 13h31

Comunidade Cajueiro: ataques a Dino são “oportunismo”, avalia deputado

Desde segunda cerca de 60 pessoas amanheceram em frente à sede do Governo do Maranhão para se manifestar contra a ordem de despejo em nome da construção de um porto privado na Comunidade Cajueiro, zona rural de São Luís

Foto: Richard Silva

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) classificou como “oportunistas” e “desonestos” os ataques dirigidos ao Governador do Maranhão, Flávio Dino, na condução dos protestos que ocorrem contra a desocupação de moradores de uma comunidade da zona rural de São Luís (MA).

Na tentativa de intermediar a negociação com 60 residentes da Comunidade de Cajueiro, Dino vem sofrendo uma série de ataques da oposição, que têm usado o fato para deturpar o diálogo conduzido pelo Governo Estadual junto às lideranças locais.

“Lamentável a postura dos que de forma oportunista e desonesta atacam o governador Flávio Dino, um líder que tem na defesa do povo uma marca forte, bem como a marca da defesa de justiça e oportunidades para todos”, disse Márcio Jerry. “A postura do Governo do Maranhão, neste caso, como em todos os demais, foi e é de absoluto respeito ao povo, aos trabalhadores. E eventuais abusos cometidos são sempre devidamente apurados, na forma da lei”, defendeu.

Acampados desde a última segunda-feira (12) na frente do Palácio dos Leões, sede do Governo Maranhense, um grupo formado por 11 famílias reclama a desocupação da área, que hoje pertence à Tup Porto São Luís S.A. A partir de um pedido de reintegração de posse feito pela empresa, diferentes versões passaram a ser divulgadas nas redes sociais, criando confusão de lado a lado.

Em nota, o Governo do Estado informou que a desapropriação é uma decisão judicial, cujo não cumprimento poderia levar até mesmo ao impeachment de Dino, e que tem atuado para minimizar os impactos para os residentes da área. Além de aluguel social e cestas básicas até que casas definitivas sejam concluídas, os moradores teriam recebido ainda oferta de emprego.

O Governo maranhense afirmou, ainda, que as comunidades tradicionais não foram afetadas e que as famílias permanecerão no local. Além de integrantes das famílias tradicionais, a região também passou a ser ocupada por moradores da Península, bairro nobre de São Luís, que teriam invadido a área para tentar lucrar com a situação.

Estes não foram incluídos no acordo feito entre a empresa e os moradores, anteriormente indenizados. Ao todo, a região contava com 21 posses, mas nem todas eram habitadas. Das 21 unidades, 17 são casas e 4 são terrenos cercados, sendo que 10 delas não estavam habitadas.

No centro da política nacional, após as falas preconceituosas de Bolsonaro contra os governadores nordestinos, chamados de ‘paraíbas’ pelo Presidente, o episódio envolvendo Flávio Dino acabou sendo um dos mais comentados do Twitter na última segunda, depois de ser explorado pela oposição.


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