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03 de maio de 2014, 12h25

Confirmada como pré-candidata do PT, Dilma defende Copa e reforma política

“Nós temos que parar de imaginar que existe outro candidato que não a Dilma neste partido”, disse ex-presidente Lula, durante o encontro

Por Daniel Mello, em Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse na noite de ontem (2) que a Copa do Mundo é uma forma de reforçar a identidade brasileira. “A Copa é uma afirmação do Brasil. Somos o país do futebol”, ressaltou, ao participar do 14º Encontro Nacional do PT, na capital paulista. “É muito estranho que nós, que gostamos de futebol, que torcemos pelos nossos times, vibrando e sofrendo, que quando a Copa é aqui na nossa casa, nós não possamos aproveitar”.

A presidenta disse ainda estar segura de que o Mundial será um evento bem-sucedido. “Eu tenho a certeza de que a Copa será um sucesso”, enfatizou durante o discurso que encerrou o encontro. Estiveram presentes líderes do PT, ministros e presidentes dos partidos da base aliada.

O presidente do PT, Rui Falcão, convocou os militantes a aclamar Dilma como pré-candidata da legenda às eleições presidenciais de outubro. “Faltam seis meses para o dia da eleição. Até lá, não há tarefa mais importante do que obter o segundo mandato para a companheira Dilma”, destacou Falcão. Em resposta, os militantes ergueram os crachás de participação no encontro e responderam em coro: “Um,dois,três. É Dilma outra vez”.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não pode haver dúvidas de que o PT está unido para a reeleição de Dilma. “Nós temos que parar de imaginar que existe outro candidato que não a Dilma neste partido.”

A presidenta aproveitou o momento para rebater as críticas sobre o reajuste de 10% do benefício do Programa Bolsa Família, anunciado na terça-feira (30) em pronunciamento no rádio e na TV. Segundo Dilma, é importante que “não fiquem as dúvidas levantadas pela oposição”. “Nós últimos três anos e quatro meses, nós implantamos três grandes melhorias [reajustes] do Bolsa Família que elevaram o benefício, em aumento real, descontada a inflação, de 44,3%”, disse.

Após o anúncio, a oposição fez críticas à medida, classificando-a de eleitoreira.

Dilma voltou a defender a reforma política. “Com esta reforma, tudo começa: a reforma política. Sem ela, nós não vamos conseguir a sociedade do futuro que o Brasil quer ver nascer”, declarou.

A presidenta lembrou o projeto enviado para o Congresso que pede uma consulta popular para a reforma. Na avaliação de Dilma, a participação da sociedade é fundamental para que o projeto avance no Legislativo, o que, segundo ela, é “algo estratégico e decisivo para o futuro da democracia no Brasil”. Ao final, a presidenta se disse honrada por ter sido escolhida como pré-candidata. A oficialização da candidatura deve ocorrer em junho, na convenção do partido.


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