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08 de novembro de 2016, 16h45

Contra cortes do governo, servidores ocupam o plenário da Alerj; maioria são policiais

Acostumados, nos últimos meses, a executar operações de desocupação em escolas, servidores de segurança do estado do Rio de Janeiro assumiram nesta terça-feira o papel de manifestantes e ocuparam o plenário da Alerj em protesto contra o governo Pezão. Nas redes socias, internautas ironizam: “Vão chamar o MBL para desocupar?”

Por Redação

Servidores públicos do Rio de Janeiro protestam, desde a manhã desta terça-feira (8), no prédio da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) contra as medidas de austeridade propostas pelo governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB) e que serão votadas pelos deputados estaduais.

“Não ao pacote de maldades”, gritavam os manifestantes que, depois de reunir milhares de pessoas do lado de fora da Casa, conseguiram invadir o plenário. A maior parte dos servidores é da área de segurança, como bombeiros, policiais militares e civis, entre ativos e aposentados. Eles também gritaram palavras de ordem em apoio à cadidatura de Jair Bolsonaro à presidência em 2018.

O presidente da Assembleia, Jorge Picciani (PMDB), também é alvo de críticas dos manifestantes, mas não está na Casa. “Ei, Picciani, cadê você? Eu vim aqui para te prender”, gritam. O vice-presidente da Assembleia tenta negociar a saída dos manifestantes sob a garantia de que as medidas de cortes de gastos propostas pelo governo não seriam votadas hoje.

Até o momento não houve qualquer tipo de intervenção da PM e nem da Polícia Legislativa. Nas redes sociais, internautas ironizam o fato de que a PM, que vem realizando recorrentemente operações de desocupação de forma violenta, agora é quem tenha assumido o papel de manifestante.

“E agora? Vão chamar o MBL para fazer a desocupação?”, escreveu um usuário do Twitter.

Há inúmeros relatos de depredação no interior da Casa.

Foto: Reprodução/Twitter


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