Coronavírus: Depois de destruir o programa, Bolsonaro anuncia 1,2 bi no Mais Médicos

Ironias do destino: após demonizar o programa criado por Dilma Rousseff e incentivar a saída dos profissionais cubanos, governo agora anuncia a contratação de 5 mil médicos para lidar com o surto de coronavírus

O aumento dos casos de coronavírus no Brasil levou o governo de Jair Bolsonaro a recorrer a um programa que ele mesmo destruiu: o Mais Médicos.

Criado em 2013 pelo governo de Dilma Rousseff para levar profissionais de saúde a regiões remotas e vulneráveis do país, o programa contou com a participação de médicos cubanos e sempre foi demonizado por Jair Bolsoanaro. No início de seu governo, as críticas do presidente fizeram Cuba encerrar o contrato com o Brasil e o programa foi completamente destruído, deixando inúmeras regiões do país sem médicos.

Nesta quinta-feira (12), no entanto, o Ministério da Saúde, após anunciar que os casos de coronavírus no país já passam de 70, informou que vai injetar R$1,2 bilhões no programa Mais Médicos para a contratação de 5 mil profissionais, com o intuito de auxiliar na contenção e tratamento do coronavírus.

Segundo o ministério, as novas vagas serão abertas a partir da próxima segunda-feira (16).

Até o final da tarde desta quinta-feira (12) o Brasil já havia registrado 73 casos confirmados do coronavírus. Segundo o Ministério, há 930 casos suspeitos e 947 já foram analisados e desconsiderados. Os 73 casos estão espalhados por 9 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal.

Coronavírus no governo

Também nesta quinta-feira, foi confirmado que o chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo, Fábio Wajngarten, está com a doença. Jair Bolsonaro também pode estar com coronavírus, já que esteve com o secretário nos EUA, onde contraiu a doença. O presidente passou por testes e os resultados saem na sexta-feira (13).

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Ivan Longo

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