Coronavírus já matou mais de 155 mil pessoas no país, 2º do mundo em óbitos

Enquanto pandemia avança, Bolsonaro desautoriza Ministério da Saúde sobre compra de vacinas

Nesta quarta-feira (21), os dados oficiais do Ministério da Saúde dão conta de que 155.403 brasileiros já morreram devido à Covid-19, com 566 novos óbitos. O número mantém o Brasil na segunda colocação mundial de mortes por causa da doença, atrás apenas dos Estados Unidos.

Já em uma comparação de mortes por milhão de habitantes, feita pelo site Worldmeter, o Brasil aparece na sexta colocação. No entanto, duas das nações nesse ranking têm menos de cem mortes: San Marino e Andorra. Levando em conta os países que ultrapassaram a casa do milhar de mortes, o Brasil fica na quarta colocação, atrás de Peru, Bélgica e Espanha. O site totaliza os casos de acordo com os boletins oficiais.

O boletim do Ministério da Saúde mostra que o Brasil já teve 5.298.772 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus, com 24.818 novas confirmações. Destes, 4.756.489 já se curaram da doença.

Com a pandemia ainda avançando no país, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) elevou o tom da politização sobre as futuras vacinas contra o novo coronavírus ao afirmar, nesta quarta-feira, que a União não comprará doses da CoronaVac.

O imunizante é desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac e já está na fase de teste em voluntários. No Brasil, ele deverá ser produzido pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo. O governador João Doria (PSDB) encampou a vacina e tem anunciado a progressão de sua pesquisa.

Bolsonaro escreveu em seu Twitter que o governo não comprará a “vacina chinesa de Doria”. O tucano é antagonista do titular do Planalto na forma de condução da pandemia. Se a CoronaVac der certo, for eficaz e aprovada primeiro, é um ganho político para Doria, que mira a Presidência em 2022.

Daí a disputa política em torno dos imunizantes. O presidente aposta no produto que está sendo desenvolvido pela Universidade Oxford em conjunto com o laboratório AstraZeneca.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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Renato Rovai
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