Coronavírus: Palestina tem primeira morte e suspende trabalho em Israel

Cisjordânia ainda registra número de casos inferior ao do Estado israelense e busca conter epidemia

A Autoridade Nacional Palestina decretou nesta quarta-feira que palestinos que trabalham em Israel e em assentamentos israelenses na Cisjordânia devem ficar em casa para evitar o risco de contágio por coronavírus.

A medida deve paralisar a construção civil em Israel, dependente de mão de obra palestina. Cerca de 100 mil palestinos saem diariamente da Cisjordânia para trabalhar em Israel e em territórios da Cisjordânia ocupada.

Israel tem 2.369 casos confirmados de coronavírus, com cinco mortes. Na Cisjordânia, que tem instalações médicas mais precárias, há 64 casos confirmados e a primeira morte foi registrada hoje, uma mulher de 64 anos. A vítima foi contaminada por um dos netos, que trabalha em Israel.

O primeiro-ministro palestino, Mohammad Shtayyeh, disse que todo trabalhador palestino deve voltar para casa “para se proteger e preservar sua segurança”. A cidade de Belém, que concentra boa parte dos casos na Cisjordânia, está em isolamento total. Quem chega de áreas de Israel deve fazer quarentena de 14 dias.

A maior preocupação, porém, é na Faixa de Gaza, onde foram confirmados dois casos. Gaza é um dos territórios mais densamente populosos do mundo. A população vive confinada e o acesso é restrito por imposição de forças israelenses, com brutal escassez de medicamentos, saneamento e bens essenciais.

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Ricardo Ribeiro

Correspondente da Fórum na Europa. Jornalista e pesquisador, é mestre em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra e doutorando em Política na Universidade de Edinburgh. Trabalhou na Folha de S.Paulo, Agora e UOL, entre 2008 e 2017, como repórter e editor.

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Renato Rovai
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