Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
02 de fevereiro de 2012, 09h48

Correa comemora ‘vitória do sim‘ em referendo

O presidente do Equador, Rafael Correa, comemorou em Guayaquil, sua cidade natal e reduto da oposição, os resultados das pesquisas de boca-de-urna que indicam que a nova Constituição do país foi aprovada com entre 66% e 70% dos votos no referendo deste domingo, 28.

Correa disse que o sim obteve uma "vitória esmagadora" e fez um apelo pela unidade do país.

"Hoje o Equador decidiu por um novo país. As velhas estruturas foram derrotadas. Esta é a confirmação dessa Revolução Cidadã que oferecemos ao povo em 2006", disse o presidente logo após a divulgação das pesquisas de boca-de-urna.

Cerca de 10 milhões de eleitores votaram no referendo deste domingo para decidir sobre a aprovação ou não da nova Constituição, que foi debatida durante oito meses por uma Assembléia Constituinte.

Mudanças
Correa vê na nova Carta Magna a possibilidade de modificar o modelo econômico e sentar as bases para a consolidação do "socialismo do século 21", a exemplo dos vizinhos Venezuela e Bolívia.

Entre as mudanças previstas na nova Constituição estão a reeleição presidencial, o fim da autonomia do Banco Central, educação e saúde gratuitas.

A oposição considera que a Constituição "concentra poderes" nas mãos do presidente e abre caminho ao "totalitarismo".

"É um projeto totalitário, porque o Estado assumirá o controle absoluto sobre o desenvolvimento econômico, diminuindo a participação do setor privado", disse à BBC Brasil o ex-presidente Lúcio Gutierrez, derrotado em 2005 depois de um levante popular contra seu governo.

Modelo econômico
O novo texto concede ao Estado o direito de regular setores da economia considerados estratégicos, como petróleo, mineração, telecomunicações, água e agricultura.

O economista Alberto Acosta, ex-presidente da Assembléia Constituinte, disse à BBC Brasil que o novo modelo econômico proposto no documento "dará fim à era neoliberal" que "levou o Equador a décadas de instabilidade política e financeira".

Acosta afirmou que as mudanças não serão realizadas da "noite para o dia". Para o economista, porém, a nova Carta Magna "sintetiza as propostas de mudança do povo equatoriano".

Entre as alterações mais polêmicas estão a que prevê a união de casais do mesmo sexo e a que outorga à família o direito de decidir quantos filhos ter.

Para a cúpula da Igreja Católica, que fez campanha contra a nova Constituição, a medida abre caminho para a legalização do aborto.

Com a aprovação da nova Constituição, os equatorianos iniciarão um regime de transição no qual uma comissão regulará as atividades do Estado até a realização de eleições gerais, inclusive para a Presidência, no início de 2009.

(Com informações da BBCBrasil)


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum

#tags