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29 de setembro de 2019, 18h21

Corrupção na campanha de Bolsonaro: falsa produtora recebeu 240 mil

Empresa não existe no endereço informado pela Receita Federal

A Mosqueteiro Filme, empresa que segundo o PSL foi a responsável por fazer vídeos e as redes sociais da campanha presidencial de Jair Bolsonaro, não existe no endereço informado pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O imóvel fica na cidade de Petrolina-PE, e de acordo com a revista Época o local está fechado há pelo menos dois anos. Segundo a prestação de contas da legenda, a empresa recebeu R$ 240 mil, o que equivale a 20% de tudo que foi gasto para que Bolsonaro vencesse as eleições de 2018.

O valor é muito inferior ao preço normal de mercado para esse tipo de atividade. Geraldo Alckmin (PSDB), por exemplo, desembolsou R$ 15 milhões, e Henrique Meirelles (MDB) investiu R$ 10 milhões pelo mesmo tipo de serviço.

A Mosqueteiro Filmes está registrada nos nomes da esposa e do filho de Lucas Salles. O empresário é ligado ao vice-presidente do PSL, Julian Lemos, e mantém outras atividades ligadas à publicidade em João Pessoa. Uma de suas empresas, a Alfa9, recebeu mais R$ 30 mil da campanha de Bolsonaro.

Segundo a lei eleitoral, informar na prestação de contas o CNPJ de uma empresa que não a real prestadora de serviço é considerado crime de falsidade ideológica eleitoral. A pena para esse tipo de crime é de até cinco anos de prisão.


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