Cuba anuncia lockdown “radical” para conter avanço do coronavírus

Por meio de suas redes, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o mês de abril iniciou "de maneira alarmante com mais de mil infecções diárias" e, mesmo vacinada, a população deve manter o distanciamento social, higiene das mãos e uso de máscaras

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, anunciou na manhã desta terça-feira (6), por meio de suas redes sociais, que o mês de abril “iniciou de maneira alarmantes com mais de mil infecções por dia” e que, portanto, “medidas mais drásticas de fechamento” serão aplicadas.

“Alarmante início de abril, com uma média diária de mais de mil casos, a maioria em Havana. Nas próximas horas, haverá medidas de fechamento mais drásticas, como antes do primeiro surto de # Covid19. A baixa percepção de risco é o maior perigo”, disse Canel.

O presidente cubano também destacou que “mais de 90 mil voluntários já recebem a segunda dose de Soberana”, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo governo de Cuba. Mesmo assim, o mandatário destacou que ainda não é hora de abaixar a guarda para o vírus.

“Mais de 90 mil voluntários já recebem uma segunda dose de # Soberana02 e #Abdala. Ao mesmo tempo, um estudo de intervenção controlado continua com milhares de outros cubanos. Esforço extraordinário que merece uma resposta popular mais responsável”

Por fim, presidente cubano destacou que levará meses para que a população de Cuba esteja imunizada. Levará meses para #Cuba ser totalmente imunizado. Não basta colocar o ombro. Ação responsável deve ser tomada. “Para o bem das nossas famílias e da Pátria: distanciamento, higiene e máscaras”, disse Miguel Díaz.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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