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08 de fevereiro de 2012, 19h13

Cuba rejeita voltar à OEA após 47 anos

Já são 47 anos de isolamento econômico imposto a Cuba. Ontem, 4, a Organização dos Estados Americanos (OEA), decidiu acabar com a suspensão da participação do país na entidade em reunião realizada em Havana. No entanto, o governo cubano rejeitou voltar a participar do órgão, apesar de entender a resolução como um fator positivo. A reintegração do país significaria a inserção de Cuba ao sistema interamericano.

Em 31 de janeiro de 1962, a OEA a expulsou, argumentando que o regime político adotado no país era incompatível com os princípios da entidade, pois o regime comunista e sua aliança com a União Soviética seriam uma ameaça para os países capitalistas da região. A resolução foi tomada após dias de impasse entre os chanceleres dos países-membros. O principal opositor da medida foi os Estados Unidos, que queriam condicionar a reincorporação diplomática de Cuba a uma “reforma democrática” em seu governo. Os países da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), por outro lado, entendiam que a reintegração deveria ser incondicional para reparar um “erro histórico”.

Partilharam do entendimento da Alba o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, e o presidente Hugo Chávez, da Venezuela. No entanto, Chávez declarou que esta é só uma primeira etapa para a região, e que agora é necessária uma reforma da OEA.

A decisão final foi de que a reincorporação de Cuba estaria condicionada a um processo de diálogo, “em conformidade com as práticas, propósitos e princípios da organização”. Só com essa condição pode haver consenso entre todos os países-membros.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Jose Miguel Insulza, espera que essa medida facilite o fim do embargo econômico a Cuba imposto pelos EUA. Apesar de Havana já ter declarado que não tem interesse em voltar a ser membro da organização, membro da TV estatal afirmou que “reconhece o valor político, o simbolismo e a rebeldia que está nas entranhas dessa decisão, impulsionada pelos governos populares da América Latina”. Fidel Castro divulgou texto em que justifica a posição do país por considerar que a OEA é “cúmplice dos crimes dos EUA”. “Cuba não pediu nem quer retornar à OEA, cheia de uma história tenebrosa e entreguista”, acusou o governo em comunicado.

Com informações de agências.

 


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