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09 de agosto de 2019, 09h14

Dallagnol admite ter tratado sobre impeachment de Gilmar Mendes e que pode ser afastado

Ele também admitiu ter discutido a criação de uma empresa para gerir suas palestras e cogitado colocar sua mulher na administração do negócio

Dallagnol em vídeo do Instituto Mude(Foto: Reprodução)

O procurador federal Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato alvo de uma série de reportagens do The Intercept Brasil, admitiu em entrevista a Época, publicada nesta sexta-feira (9), que pode vir a ser afastado da função pelo Conselho Nacional do Ministério Público, mas que, mesmo assim, seguirá no que diz ser seu propósito: “servir à sociedade”.

“O que a sociedade precisa reconhecer é que não é suficiente um grupo de procuradores, policiais, juízes, auditores, de pessoas, lutarem contra o sistema corrupto. Talvez a ilusão tenha sido em algum momento acreditar que a Justiça iria se sobrepor ao sistema político.”

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Apesar de negar ter investigado ministros do STF, como sugerem algumas das mensagens de seu Telegram, Dallagnol confirmou ter tratado com seus colegas sobre a pertinência de pedir o impeachment de Gilmar Mendes: “Estudamos se os atos dele configurariam, para além de atos de suspeição, infrações político-administrativas”. Também admitiu ter discutido a criação de uma empresa para gerir suas palestras e cogitado colocar sua mulher na administração do negócio. Frisou que, se o tivesse feito, estaria seguindo a lei.

Dallagnol disse ainda: “Ninguém jamais nos disse que seria fácil enfrentar pessoas poderosas que praticaram crimes gravíssimos contra nosso país. Ninguém jamais nos prometeu isso. Fizemos nosso papel e agora enfrentamos uma reação. Nossa expectativa é que as instituições e a sociedade protejam o trabalho feito e impeçam retrocessos. Eu não devo, e a Lava Jato não deve.”

“Existe um oportunismo de buscar e identificar qualquer brecha para atacar a operação, distorcer fatos e atacar os personagens que acabaram tendo protagonismo na operação. E o objetivo disso, a meu ver, não é atacar a pessoa do Deltan, a pessoa do Moro. É atacar o caso, a Lava Jato.”

 

 


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