O que o brasileiro pensa?
02 de julho de 2020, 23h56

Dallagnol responde a reportagem sobre relação criminosa da Lava Jato com FBI

Coordenador da força-tarefa diz que passagem de informações para polícia estrangeira foi processo "legítimo e lícito"

(Fernando Frazão/Agência Brasil)

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, reagiu nesta quinta-feira (2) a mais recente reportagem da série Vaza Jato. Em publicação em sua conta no Twitter, ele procurou minimizar e justificar a relação criminosa entre a força-tarefa e o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, revelada na última quarta-feira (1º).

“Entre 2016 e 2017, a Odebrecht apresentou sistemas de pagamento de propinas criptografados tanto para o Brasil quanto para os EUA no contexto do seu acordo de colaboração feito com BR, EUA e Suíça”, escreveu Dallagnol.

“Para acessar informações e provas do pagamento de propinas, perguntamos aos americanos se eles tinham tecnologia para quebrar a criptografia de um dos sistemas, que não foi possível abrir. Foi um questionamento legítimo e lícito, entre autoridades, para investigar crimes de corrupção graves no Brasil. Mostra dedicação e zelo dos agentes da operação Lava Jato, ao contrário do que se tenta induzir”, completou.

Na quarta, reportagem do site The Intercept, em parceira com a Agência Pública, revelou que a agente especial do FBI Leslie Rodrigues Backschies foi designada para acompanhar a Lava Jato que, sob o comando de Dallagnol, deu a araponga dos EUA “total conhecimento” das investigações.

O procurador voltou a contestar a autenticidade das mensagens que baseiam a reportagem. O conteúdo do celular dos integrantes da Lava Jato foi copiado por hackers e entregue aos jornalistas.

Ele disse ainda que, se houve alguma irregularidade no processo, constaria dos autos e seria questionada pelas partes e discutida em recursos nas instâncias superiores.


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