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16 de abril de 2017, 17h46

Defesa de Dilma usará confissão de Temer na Band como prova para anular impeachment no STF

Ao vivo, Temer confessou que o processo de impeachment foi aberto por vingança de Cunha, já que Dilma não cedeu às suas chantagens. Para José Eduardo Cardozo, advogado da ex-presidenta, a prova de que Dilma foi vítima da vingança de Cunha, e que o processo de impeachment teve como origem esse desvio de finalidade é suficiente para anular o processo

Por Redação*

A defesa da ex-presidenta Dilma Rousseff apresentará ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (17), uma petição para incluir a entrevista de Michel Temer à TV Bandeirantes, na noite de sábado (15), como fato relevante que reforça os argumentos de que o processo de impeachment teve desvio de finalidade em sua origem.

Na entrevista, Temer confessou que o processo de impedimento foi aberto por que Dilma não cedeu às chantagens do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

“Que coisa curiosa! Se o PT tivesse votado nele naquele Comitê de Ética, seria muito provável que a senhora presidente continuasse”, afirmou Temer em um dos trechos de sua revelação.

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Para José Eduardo Cardozo, advogado da ex-presidenta, “a prova de que Dilma foi vítima de uma vingança está reforçada pelo que disse Michel Temer”.

O advogado disse ainda que a declaração de Temer é suficiente para para anular o processo. “O Supremo tem agora a prova de que não foram as pedaladas fiscais que levaram Eduardo Cunha a aceitar o processo de impeachment, mas a vingança porque ela não cedeu às suas chantagens”, afirmou.

*Com informações do Blog do Alvorada


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