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17 de dezembro de 2019, 10h52

Delação de Cabral atinge Judiciário e órgãos de controle

Investigadores da PF optaram por focar a delação em figuras com foro por prerrogativa de função.

Foto: Reprodução

O acordo de colaboração firmado entre o ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e a Polícia Federal deve abarcar integrantes do Judiciário e de órgãos de controle, na esfera estadual e federal.

Apesar do volume de informações que Cabral possivelmente detém, os investigadores optaram por focar a delação em figuras com foro por prerrogativa de função.

Três ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), membros do Tribunal de Contas da União (TCU), ex-chefes dos Ministério Público do Rio de Janeiro e desembargadores do Tribunal de Justiça do estado devem ser envolvidos. As informações são do blog da jornalista Bela Megale, no  jornal Globo.

Com o recorte adotado pela Polícia Federal, a delação estaria vinculada a casos cuja tramitação original é no próprio Supremo Tribunal Federal (STF).

Com isso, a homologação do acordo caberá ao ministro Edson Fachin, e não a GIlmar Mendes, este último responsável pelos recursos oriundos da Lava Jato fluminense. Os dois integrantes da Corte são conhecidos pelas posições divergentes em relação à operação.

Com o potencial de atingir a cúpula do Judiciário, a Polícia Federal, de acordo com Megale, mirou a possibilidade de impulsionar a instalação da chamada CPI da Lava-Toga, cujas tentativas de implementação por parte de parlamentares de direita não vingaram em 2019.

 


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