Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
10 de dezembro de 2016, 12h17

Delator da Odebrecht apresenta email como prova de propina a Michel Temer

Em sua delação premiada, Claudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht em Brasília, apresentou um email de Marcelo Odebrecht (MO) para comprovar que os R$ 10 milhões pedidos por Michel Temer à empreiteira no Jaburu foram propina.

Em sua delação premiada, Claudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht em Brasília, apresentou um email de Marcelo Odebrecht (MO) para comprovar que os R$ 10 milhões pedidos por Michel Temer à empreiteira no Jaburu foram propina.

Da Redação com informações do 247

O Delator da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, apresentou email que prova pedido de propina de Temer à Odebrecht. A situação do presidente, que já não era boa, tende a se agravar cada vez mais à medida que detalhes dos fatos revelados por Melo Filho vão surgindo. Já há gente de grosso calibre apostando que Governo Temer não chega até o natal. Renúncia seria a única saída.

O email diz que Temer, tratado como “MT”, pediu R$ 10 milhões à Odebrecht em pleno Palácio do Jaburu, que teriam sido entregues parcialmente, numa mala de dinheiro, a seu melhor amigo, Jorge Yunes, que é também tido no mercado como seu parceiro em empreendimentos imobiliários (saiba mais aqui), o Palácio do Planalto reagiu com a seguinte nota:

O presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho.  As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente.

A Odebrecht, no entanto, sustenta que os pagamentos a Temer saíram do departamento de propinas da empreiteira. Eram contrapartidas por favores governamentais, ou seja, propina. O email de Marcelo Odebrecht, o “MO”, a seus executivos, apresentado pelo delator diz: “Depois de muito choro, não tive como não ajudar”. Marcelo acrescenta ainda que este seria o último pagamento ao “time de MT”, Michel Temer.

Dos R$ 10 milhões, R$ 6 milhões teriam sido destinados à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo. Os R$ 4 milhões restantes teriam sido distribuídos a Eliseu Padilha, Yunes, o amigão de Temer, e a Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba.

Ao formular perguntas a Temer, sua testemunha na Lava Jato, Cunha quis questioná-lo sobre esse pagamento da Odebrecht a ele, via Jorge Yunes, mas o juiz Sergio Moro vetou as questões.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum