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09 de fevereiro de 2020, 23h13

Democracia em Vertigem perde o Oscar de Melhor Documentário para Indústria Americana

O filme de Petra Costa sobre o Golpe de 2016 foi indicado pela Academia como um dos cinco melhores do ano, mas o preferido foi o filme estadunidense sobre as fragilização das relações de trabalho nos Estados Unidos nos últimos anos, como consequência da abertura da indústria chinesa.

Cartas de Democracia em Vertigem (foto: divulgação)

Não foi desta vez que o Brasil comemorou seu primeiro prêmio Oscar. A 10ª indicação de uma produção do país ao maior prêmio do cinema estadunidense terminou como as 9 anteriores, de mãos vazias.

O filme “Democracia em Vertigem” da cineasta mineira Petra Costa, foi aclamado mundialmente por seu amplo retrato do que foi o Golpe de Estado contra Dilma Rousseff em 2016, suas causas, consumação e consequências. Entre as honras que recebeu, está a indicação ao Oscar de Melhor Documentário, ao ser escolhido entre os cinco melhores do ano pela Academia de Cinema de Hollywood.

No entanto, a película escolhida como melhor da categoria pelo jurado foi “Indústria Americana”, filme estadunidense dirigido por Steven Bognar e Julia Reichert, sobre as fragilização das relações de trabalho nos Estados Unidos nos últimos anos, como consequência da abertura da indústria chinesa. Assim como o filme de Petra Costa, esta também é uma produção da Netflix.

Além de “Democracia em Vertigem”, e da obra vencedora, também concorriam ao prêmio os filmes “Honeyland” (Macedônia, dirigido por Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov), “For Sama” (Reino Unido, dirigido por Waad Al Kateab e Edward Watts) e “The Cave”, (Síria, dirigido por Feras Fayyad).

Embora tenha ficado sem a estatueta, Petra Costa e seu filme entraram para o rol de destacados filmes brasileiros que foram indicados, mas também não venceram. Nessa lista estão obras como “O Pagador de Promessas” (concorreu a Melhor Filme Estrangeiro em 1963), “O Quatrilho” (Melhor Filme Estrangeiro em 1996), “O Que é Isso, Companheiro?” (Melhor Filme Estrangeiro em 1998), “Central do Brasil” (Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz para Fernanda Montenegro, em 1999), “Uma História de Futebol” (Melhor Curta Metragem em 2001), “Cidade de Deus” (concorreu em 4 categorias em 2004: Diretor, Roteiro Adaptado, Edição e Fotografia), “Lixo Extraordinário” (Melhor Documentário em 2011), “O Sal da Terra” (Melhor Documentário em 2015) e “O Menino e o Mundo” (Melhor Longa de Animação em 2016).

A única vitória brasileira no Oscar até hoje foi da decoradora Luciana Arrighi, que venceu a categoria Melhor Direção de Arte em 1994, com o filme britânico “Retorno a Howard’s End”.


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