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05 de janeiro de 2017, 09h19

Depois de enorme repercussão negativa governo tira campanha “Gente boa também mata” do ar

Alguns dias depois da enorme repercussão negativa em torno da nova campanha de segurança no trânsito, Secom determinou a retirada imediata de cartazes do ar. A campanha "Gente boa também mata" ganhou várias paródias pelas redes com fotos de Temer e aliados.

Alguns dias depois da enorme repercussão negativa em torno da nova campanha de segurança no trânsito, Secom determinou a retirada imediata de cartazes do ar. A campanha “Gente boa também mata” ganhou várias paródias pelas redes com fotos de Temer e aliados.

Da redação com informações do Uol

Após polêmica em torno da nova campanha de segurança no trânsito, a Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República (Secom) determinou a retirada “imediata” dos cartazes que foram distribuídos em mobiliários urbanos de várias cidades do país.

O material será substituído por outras peças publicitárias. A campanha original trazia o slogan “Gente boa também mata” sobre fotos de pessoas que praticam boas ações. A ideia era mostrar que qualquer um pode cometer imprudências no volante.

“Ao levar essas peças para o cartaz, houve um equívoco. A comunicação não foi bem-feita. Por isso, determinamos a retirada desses cartazes”, afirmou o secretário de Comunicação da Presidência, Márcio Freitas. “Fizemos uma reunião com a agência e determinamos a imediata substituição deles. A agência já está providenciando isso”, completou.

Segundo ele, a substituição das peças não vai acarretar em novos custos para o governo. Freitas ressalta ainda que as mudanças só deverão ocorrer no material impresso. O vídeo que integra a campanha deverá ser mantido.

Procurado pela reportagem, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa, disse que a campanha não foi idealizada pela pasta. “É uma campanha produzida e gestada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. A comunicação do Ministério só teve acesso ao vídeo, que, no contexto, é bom. O que deu problema, o que polemizou, foram as peças apresentadas de forma isolada”, afirmou.

Lessa acompanhou a repercussão da campanha desde o fim de semana, por meio de pesquisas internas. “O monitoramento mostra que é uma campanha polêmica e com muito mais efeito negativo do que positivo. Por isso, liguei para o Márcio Freitas na segunda-feira (2) e disse que, na minha opinião, a campanha tinha que ser retirada, mas a Secom defendeu a manutenção”, ressaltou o ministro.

“Ontem à tarde voltei a procurá-lo, porque é o ministério que está na linha de tiro. Eles se comprometeram a mudar as peças dessa primeira etapa. Solicitei também que eles retirassem a assinatura do ministério. Eles retiraram e estão mudando as peças”, emendou.

 


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