Depois do lockdown, pandemia começa a recuar em Araraquara

Entre os dias 15 e 21 fevereiro, a cidade tinha 1327 casos de Covid-19; duas semanas depois esse número caiu para 945

No começo de fevereiro, o prefeito da cidade de Araraquara, Edinho Silva (PT-SP), alertou em comunicados e entrevistas que o mês de março seria um dos piores da pandemia brasileira. Silva veio à público alertar outros gestores do Brasil que o perfil dos pacientes estava mudando e volume de novos pacientes tinha dobrado.

À época das primeiras declarações do prefeito de Araraquara, a cidade já estava com 100% dos leitos ocupados e o prefeito decretou um lockdown na cidade: as pessoas só poderiam sair de casa com autorização ou para trabalhar.

Passados os 15 dias da política de fechamento, Araraquara começa a colher os primeiros resultados positivos.

De acordo com o levantamento preliminar divulgado pela gestão de Edinho Silva, no dia 21 fevereiro a cidade tinha uma média móvel (diária) de 189,57 casos; no dia 2 de março essa média caiu para 108.

Entre os dias 15 e 21 fevereiro, a cidade tinha 1327 casos de Covid-19; duas semanas depois, esse número caiu para 945

Quando o lockdown começou, a cidade tinha registrado 1512 infectados em quarentena, posteriormente e com a política de fechamento, esse número caiu para 635.

A porcentagem diária de casos positivos de Covid-19 também revela a efetividade da política de lockdown: no dia 21 fevereiro essa porcentagem era de 37%; no dia 2 março, 43%; no dia 10 março caiu para 20%.

Isso também refletiu diretamente no número de pacientes internados nas redes pública e privada de saúde: quando o lockdown começou eram 247 internados por Covid-19; em 10 de março, o sistema registrou 177 internados.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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