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18 de junho de 2016, 10h36

Deputada que teve marido preso um dia após o impeachment é investigada por corrupção

A deputada Raquel Muniz (PSD-MG) ficou conhecida depois da votação que aprovou a admissibilidade do impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff ao dizer no microfone que “o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso com a sua gestão”. Um dia depois da votação, o marido de Raquel, prefeito da cidade, foi preso preventivamente pela Polícia Federal durante a operação “Máscara da Sanidade II – Sabotadores da Saúde”

Por Redação

O STF (Supremo Tribunal Federal) abriu uma investigação contra a deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG) e seu marido Ruy Muniz (PSB), prefeito afastado de Montes Claros (MG), por suspeita dos crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica, estelionato, fraude contra credores e lavagem de dinheiro.

A deputada ficou conhecida depois da votação que aprovou a admissibilidade do impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff. Raquel Muniz disse ao microfone que “o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso com a sua gestão”. Um dia depois da votação, o marido de Raquel foi preso preventivamente pela Polícia Federal durante a operação “Máscara da Sanidade II – Sabotadores da Saúde”.

O Ministério Público Federal supõe que os dois políticos operavam um esquema em que a Sociedade Educativa do Brasil (Soebras), entidade filantrópica comandada por Raquel e Ruy, exercia atividade empresarial. A Procuradoria aponta que a deputada e o prefeito assumiram a entidade para obter vantagens com o título de “filantrópica” e colocaram sob administração escolas particulares e cursos reparatórios de propriedade do casal, para que estas empresas gozassem de imunidade e isenção tributárias.

Prefeito, marido de deputada que votou contra corrupção, é preso pela PF

“O primeiro exame apresenta elementos de participação direta da parlamentar e seu marido (Ruy Muniz) nos fatos narrados. Não se está diante de notícia sem qualquer apoio indiciário ou de notícia fundada somente em denúncia anônima, devendo-se dar prevalência, diante disso, ao interesse da sociedade em ver esclarecidos os fatos”, escreveu o ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito. O juiz já autorizou a quebra do sigilo fiscal das empresas componentes do grupo econômico controlado pelo casal. A entidade investigada possui mais de 125 instituições de ensino e saúde com certificados que lhe conferem imunidade e isenção tributária. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Veja o vídeo do voto de Raquel Muniz:

Foto de Capa: Antonio Augusto /Câmara dos Deputados


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