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02 de novembro de 2015, 17h24

Deputada se arrepende de apoiar projeto de Cunha que dificulta aborto após estupro

Renata Abreu (PTN-SP) afirma que foi influenciada por outros parlamentares, mas repensou o assunto após conversar com mulheres vítimas de violência sexual: “Percebi que a questão não é tão simples assim”. Na última semana, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados por 37 votos a 14.

Renata Abreu (PTN-SP) afirma que foi influenciada por outros parlamentares, mas repensou o assunto após conversar com mulheres vítimas de violência sexual: “Percebi que a questão não é tão simples assim”. Na última semana, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados por 37 votos a 14

Por Redação

A deputada federal Renata Abreu (PTN-SP) considera mudar seu posicionamento após ter votado a favor do projeto de lei 5069, que dificulta o procedimento legal de aborto em casos de vítimas de estupro. Além da parlamentar, Gorete Pereira (PR-CE) foi a única mulher a apoiar a proposta.

“Sinceramente, tenho repensando os pontos relativos ao B.O. [Boletim de Ocorrência] e ao corpo de delito. Inicialmente, pensava que a obrigatoriedade para a realização deles seria positiva para evitar a banalização do aborto. Mas, depois da votação, passei a conversar com mulheres que foram vítimas de estupro e percebi que a questão não é tão simples assim”, disse Renata em entrevista ao IG.

“Eu nunca sofri estupro, nunca fui abusada sexualmente. É muito difícil este tema. Mas acho que, exatamente por isso, podemos questionar o projeto e mesmo voltar atrás para evitar a aprovação de algo prejudicial somente às mulheres”, afirmou a deputada, que contou ter tido pouco tempo para analisar o assunto e, por isso, acabou influenciada por parlamentares das bancadas religiosas.

Na última semana, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados por 37 votos a 14. Ele prevê a obrigatoriedade de exame de corpo de delito e registro de Boletim de Ocorrência para comprovar a violência sexual em caso de gravidez indesejada. O texto ainda precisa passar pelo Plenário antes de ir ao Senado e seguir para sanção presidencial.

Foto de capa: Luis Macedo / Câmara dos Deputados


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