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29 de junho de 2020, 23h47

Descobertas de caso Queiroz apontam para relação de Wassef com miliciano

Adriano da Nóbrega tinha como advogado Paulo Emilio Catta Preta, que agora defende o ex-assessor de Flávio Bolsonaro

Frederick Wassef (Arquivo)

Os problemas de Frederick Wassef com o Ministério Público do Rio de Janeiro podem ir além de Fabrício Queiroz. A operação Anjo e suas declarações recentes levantaram suspeita sobre se o advogado ligado à família Bolsonaro teria atuado no sumiço do ex-PM Adriano da Nóbrega, morto na Bahia em fevereiro em ação policia, segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo.

Leia também: Grupo de milicianos liderado por Adriano da Nóbrega é alvo de operação sobre caso Marielle Franco

Queiroz é apontado como operador de esquema de corrupção no antigo gabinete de deputado estadual do hoje senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), no Rio. Outro ex-PM e amigo da família presidencial, ele foi preso em uma casa de Wassef.

Adriano era acusado de integrar uma milícia e estava ligado ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). Antes de ser encontrado, ele foragido há um ano e tinha como advogado Paulo Emilio Catta Preta, que agora defende Queiroz.

A diferença com o caso Queiroz é que contra Adriano havia um pedido de prisão em aberto e, portanto, um ato para escondê-lo poderia vir a configurar crime de favorecimento pessoal.

Os inquéritos de Adriano e de Queiroz são separados e estão com setores diferentes no Ministério Público. No pedido de prisão de Queiroz, o MP-RJ chegou a afirmar que Adriano iria organizar um plano de fuga para toda a família de Queiroz – a mulher dele também está foragida. Não há no documento, contudo, indicação da origem desta informação.

Wassef tem negado irregularidades no caso Queiroz.


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