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02 de novembro de 2019, 20h12

Dilma responde aos Bolsonaros: Os surtos neofascistas e a covardia

A petista declarou que não ficou surpresa com a manifestação do deputado federal Eduardo Bolsonaro sobre o AI-5

Dilma Rousseff (Reprodução/Instituto Lula)

A ex-presidente Dilma Rousseff declarou que não ficou surpresa com a manifestação do deputado federal Eduardo Bolsonaro sobre o AI-5, que afirmou que se a esquerda ‘radicalizar’, uma das respostas do governo poderá ser ‘via um novo AI-5’. Ela lembrou que já houve seguidas manifestações contra a democracia por parte do Clã Bolsonaro, que demonstra ‘surtos neofascistas e covardia’.

“Defenderam a ditadura militar e, portanto, o AI-5; reverenciaram regimes totalitários e ditadores; homenagearam o torturador e a tortura; confraternizaram com milicianos. Desde sempre pensaram e agiram a favor do retrocesso. Antes das eleições, não havia dúvidas a respeito. Durante as eleições e depois dela, muito menos, pois têm se expressado contra a democracia e os princípios civilizatórios em todas as oportunidades que tiveram”, explicou Dilma em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo.

Ela destacou que a imprensa nunca fez uma posição enérgica à família do presidente. “Ao contrário, acredito que a imprensa fez vista grossa ao crescimento do neofascismo bolsonarista, porque este adotara a agenda neoliberal. É que, além das pautas neofascistas, a extrema direita defende a retirada de direitos e de garantias ao trabalho e à aposentadoria; as privatizações desnacionalizantes das empresas públicas e da educação universitária e a suspensão da fiscalização e da proteção ambiental à Amazônia e às populações indígenas”, acrescentou a ex-presidente.

Dilma cita que “o chamado filho 03” é o mesmo que, há algum tempo, afirmou que “um soldado e um cabo” bastavam para fechar o STF. “Óbvio que sem o poder coercitivo de um AI-5, isto nunca seria possível”, completou.

Ela também relembrou que o presidente Jair Bolsonaro disse, em entrevista, que a ditadura militar cometeu poucos assassinatos de opositores políticos e que os militares deveriam ter matado “pelo menos uns 30 mil”. “Quem nunca questionou as ameaças da família Bolsonaro com a firmeza necessária e que, em nome de uma oposição cega, covarde e irracional ao PT, se omitiu diante do crescimento do ódio e da extrema direita, tornou-se cúmplice da defesa canhestra do autoritarismo neofascista”, frisou a petista.


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