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02 de março de 2020, 21h06

Direita encontra “anti-Greta”, alemã cética do clima de 19 anos

"O alarmismo das mudanças climáticas é, em sua essência, uma ideologia desprezível e anti-humana", disse a jovem no mesmo evento que esteve Eduardo Bolsonaro

Reproduçãp/ Twitter

“O alarmismo das mudanças climáticas é, em sua essência, uma ideologia desprezível e anti-humana. Somos orientados a menosprezar nossas realizações com culpa, vergonha e nojo, sem nem mesmo levar em conta os vários benefícios que tivemos com o uso de combustíveis fósseis como principal fonte de energia.” A pérola foi dita no último dia 28 por Naomi Seibt, alemã de 19 anos, durante a CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), evento organizado pela direita americana perto de Washington.

A jovem esteve em um painel patrocinado pelo Heartland Institute, um centro de estudos que defende o capitalismo e o livre mercado e é financiado por empresas de carvão e combustíveis fósseis. 

Seibt fez o show dos negacionistas das ciências e dos que não acreditam que as mudanças no clima vão transformar o mundo em que vivemos hoje. A jovem disse que devemos acabar com o “alarmismo climático” e categorizou como “ridículo” associar emissões de gases como o CO2 pelos seres humanos ao impacto no clima do planeta. 

Para ela, o objetivo dos cientistas que estudam as mudanças climáticas é “envergonhar a humanidade.”

“Fui doutrinada na escola para ser uma alarmista climática, mas fui inspirada por pessoas que encontrei online e cientistas a pensar mais. A propaganda sobre mudança climática é associada a políticas que querem nos impor. Eles nos levarão à pobreza energética, que é uma maneira de nos controlarem”, disse Seibt, que foi contratada pelo Heartland no fim do ano passado para “comunicar o realismo climático para sua geração, envolta em absurdos apocalípticos a vida inteira, na Europa e nos EUA.”

“Ao contrário da jovem comunicadora climática favorita da mídia global, Greta Thunberg, Naomi Seibt não quer que você entre em pânico. Ela quer que você pense, como ela também o fez para se libertar da doutrina alarmista climática”, disse o instituto em comunicado. 


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