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20 de maio de 2017, 10h46

“Diretas, já!”, dispara Dilma Rousseff

A presidenta eleita com 54,5 milhões de votos comentou as revelações que vieram à tona com a delação dos donos da JBS e já se posicionou contra uma eventual eleição indireta caso Temer seja afastado da presidência: “Na democracia, a regra é clara: o poder emana do povo e em seu nome é exercido”

Por Redação

Dilma Rousseff, reeleita presidenta da República em 2014 com 54,5 milhões de votos, comentou nesta sexta-feira (19) a crise política pela qual passa o país depois das denúncias que vieram à tona com a delação dos donos da empresa JBS. As gravações anexadas aos depoimentos dos irmãos Joesley e Wesley Batista prestados à Procuradoria Geral da República  revelaram, além dos esquemas de pagamento de propina à inúmeros políticos, a articulação de Michel Temer para comprar o silêncio do deputado afastado Eduardo Cunha. As denúncias levaram o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a pedir abertura de inquérito contra o atual presidente por corrupção passiva, participação em organização criminosa e tentativa de obstrução da Justiça.

Se condenado, Temer pode ser afastado da presidência. Além disso, já estão protocolados na Câmara dos Deputados dois pedidos de impeachment contra o peemedebista.

Uma eventual queda de Temer abre caminho para eleições indiretas. Esta possibilidade, para a presidenta deposta, no entanto, não terá legitimidade.

“Na democracia, a regra é clara: o poder emana do povo e em seu nome é exercido. Nenhuma eleição indireta terá a legitimidade para tirar o País do abismo em que foi mergulhado“, escreveu Dilma em seu perfil do Facebook.

Confira a íntegra da nota da petista.

“A crise política, iniciada em novembro de 2014 com a recusa dos golpistas em aceitar o resultado das urnas, foi agravada pelo impeachment fraudulento.

O Brasil continua sangrando com os retrocessos impostos pelo governo golpista. Agora está sem rumo, diante das graves acusações lançadas nos últimos dias.

Na democracia, a regra é clara: o poder emana do povo e em seu nome é exercido. Nenhuma eleição indireta terá a legitimidade para tirar o País do abismo em que foi mergulhado.

A única saída para a crise são eleições diretas, já!”

 


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