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22 de novembro de 2014, 14h44

Dois homens são libertados nos EUA, após 39 anos presos injustamente

A testemunha tinha 13 anos à época e, recentemente, admitiu que foi forçada pela polícia a dizer que os dois eram culpados pelo assassinato ocorrido em 1975.

A testemunha tinha 13 anos à época e, recentemente, admitiu que foi forçada pela polícia a dizer que os dois eram culpados por um assassinato ocorrido em 1975

Por Redação

presos

Jackson: “A língua inglesa nem serve para descrever o que estou sentindo”

Um juiz de apelação civil do condado de Cyyahoga, nos Estados Unidos, retirou as acusações contra Ricky Jackson, de 57 anos, e Wiley Bridgeman, de 60. Eles ficaram presos durante quase 40 anos e foram liberados nesta sexta-feira (21), após serem inocentados de um assassinato ocorrido em 1975.

O homem que atuou como testemunha tinha 13 anos à época. Ele recuou no ano passado e reconheceu que foi forçado pela polícia a dizer que os dois, juntamente com o irmão de Bridgeman, tinham matado o empresário Harry Franks.

Promotores apresentaram na quinta-feira uma petição para suspender todas as acusações contra os três homens, que inicialmente foram sentenciados à morte. Depois, a pena passou à prisão perpétua. Ronnie Bridgeman, de 57 anos, e que agora se chama Kwame Ajamu, foi solto em janeiro de 2003 e compareceu à audiência dos outros dois homens na sexta.

“A língua inglesa nem serve para descrever o que estou sentindo”, disse Jackson à imprensa. “Estou eufórico. Você se senta na prisão por tanto tempo e pensa nesse dia, mas quando ele realmente chega você não sabe o que vai fazer, você apenas quer fazer alguma coisa”.

Wiley Bridgeman afirmou nunca ter perdido a esperança de que seria libertado um dia. “Você continua lutando, continua tentando”, disse, emocionado. Segundo palavras do promotor do condado, Tim MCGinty, sobre o caso, “o Estado admitiu o óbvio”.

Foto de capa: Reprodução / YouTube

 


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