Fórum Educação
05 de fevereiro de 2020, 18h58

Donald Trump recebe Juan Guaidó, o “autoproclamado” presidente da Venezuela, na Casa Branca

O encontro é o último da turnê internacional do opositor, toda ela financiada pelos Estados Unidos, e alimenta a estratégia de forçar sua legitimação como mandatário do país aos olhos do mundo, no lugar de Nicolás Maduro.

Donald Trump e Juan Guaidó, durante encontro na Casa Branca (Foto: YouTube)

Como não poderia deixar de ser, a turnê internacional de Juan Guaidó como presidente alternativo da Venezuela, patrocinada por entidades ligadas ao governo estadunidense, tinha que terminar em um encontro, nesta quarta-feira (5), com seu mecenas, o presidente norte-americano Donaldo Trump.

O líder opositor venezuelano chegou aos Estados Unidos no dia anterior, e chegou a acompanhar o discurso de Trump no Congresso. No trecho em que falou sobre política internacional, o magnata mencionou a presença de Guaidó no público, e o apresentou como “o verdadeiro e legítimo presidente da Venezuela, que vai esmagar a tirania de (Nicolás) Maduro”.

Guaidó foi anunciado como “presidente interino”, mas foi tratado com a mesma pompa oferecida aos chefes de Estado que visitam a Casa Branca. Apenas alguns pontos do protocolo de encontros bilaterais não foram observados desta vez – por exemplo, não houve uma coletiva das duas figuras no jardim da residência, como costuma acontecer, mas não faltou a tradicional sessão de fotos no Salão Oval.

A passagem por Washington é a última parada da turnê internacional de Guaidó, que foi financiada por entidades ligadas ao governo estadunidense, como a . As viagens são parte de uma estratégia que visa convencer o mundo de que o líder do setor mais agressivo da oposição é, como disse Trump em seu discurso, “o verdadeiro e legítimo presidente da Venezeula”.

Vale lembrar que, apesar do apoio estadunidense, Guaidó já não é uma unanimidade na Venezuela nem mesmo entre os antichavistas. Em janeiro, ele perdeu a reeleição para a Assembleia Nacional, que agora é presidida por Luis Parra, de um setor da oposição que é mais moderado e aberto ao diálogo com o presidente Nicolás Maduro.

Após a visita, a preocupação dos Estados Unidos é com o retorno de Guaidó a Venezuela. Sua saída do país estava proibida, depois que ele liderou uma tentativa de golpe de Estado em abril do ano passado, e ainda está sendo processado pela Justiça por suas responsabilidades no caso. Por isso, tudo indica que, caso retorne a Caracas, deveria ser preso por violar essa norma.

No entanto, os Estados Unidos já ameaçaram com retaliações caso isso aconteça. Em entrevista à agência internacional Reuters, um alto funcionário do governo estadunidense, que preferiu manter sua identidade em anonimato, disse que “qualquer dano que Guaidó venha a sofrer em seu regresso à Venezuela terá consequências muito significativas”.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum