Doria anuncia início da produção da ButanVac e pede “menos burocracia” para aprovação da vacina brasileira

O governador cobrou publicamente a Anvisa e pediu mais "senso de urgência" ao órgão

Durante coletiva para tratar sobre as políticas de combate ao coronavírus, o governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que o Instituo Butantan iniciou nesta quarta-feira (28) a produção da ButanVac e que até junho 18 milhões de doses estarão disponíveis.

“A novidade de hoje é uma notícia significativa para a ciência brasileira e porque não para a ciência mundial. São Paulo começa hoje a produzir a vacina ButanVac, a vacina integralmente, produzida, fabricada aqui no Brasil. O Butantan começa hoje a produzir o primeiro lote com um milhão de doses da ButanVac”, revelou Doria.

Após o anúncio, o governador pediu “senso de urgência” para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que, pela segunda vez, afirmou que ainda faltam documentos para autorizar a fase 3 do o estudo clínico da ButanVac.

“Que a Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária tenha o senso de urgência para a aprovação da testagem e aprovação desta vacina. O Brasil segue, infelizmente, perdendo 2.500 vidas todos os dias. Já temos 395 mil mortos no Brasil. Menos burocracia e mais solidariedade é o que nós esperamos da Anvisa. Seguir os critérios científicos, sim. Mas, temos que lembrar que nós estamos diante de uma pandemia, de um drama jamais visto, jamais presenciado em nosso país. Senso de urgência”, enfatizou João Doria.

Posteriormente, Dimas Covas, o diretor do Instituto Butantan, afirmo que, até meados de junho estrão prontas cerca de 18 milhões de doses da ButanVac.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).