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24 de fevereiro de 2020, 09h53

Doria encontra Witzel e manda recado para Bolsonaro: Miliciar a polícia é um risco

Após almoço do Wilson Witzel, o governador de São Paulo afirmou que “milicianização” das polícias é uma afronta a Constituição, e que greve no Ceará é ilegal

João Doria e Jair Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Este domingo (23) de carnaval foi marcado, entre outras tantas coisas, pelo almoço entre os governdores de São Paulo, João Doria, e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que terminou com o paulista confessando sua preocupação com a greve das polícias militar e Civil do Ceará, e a propagação de movimentos semelhantes Brasil afora.

Além de considerar a greve dos cearenses é “ilegal”, Doria mostrou temor por uma possível reprodução do movimento em outros estados, e criou um verbo novo para expressar esse medo. “A ação de miliciar a polícia, e miliciar esse processo (de negociação salarial), sob qualquer justificativa, é um risco, e afronta a Constituição, afronta a democracia”, reclamou o governador.

Surpreendendo os acostumados com o estilo tucano, Doria admitiu que a reivindicação de por melhores salários, no caso dos policiais, é sim legítima, e disse que não concorda apenas com os métodos dos grevistas.

Vale destacar que a resposta temerosa de Doria surgiu diante de uma sobre se ele considera que Jair Bolsonaro é responsável pela politização do conflito entre as polícias e os governos estaduais, a qual o governador respondeu fugindo do tema principal, que poderia levar a uma crítica ao presidente, seu outrora aliado e hoje inimigo.

“Esperamos que o governo federal saiba colocar isso dentro de um sentimento institucional que não eleve ainda mais essa perspectiva”, afirmou, o governador de São Paulo.


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