Eduardo Bolsonaro processa prefeito de SP por lista com 40 “monumentos polêmicos”; saiba quais

Para o deputado, gestão municipal provoca "sentimento de repulsa e ódio por elementos fundantes de sua história", como figuras ligadas ao massacre indígena, à escravização e à ditadura militar

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi à Justiça contra a lista elaborada pela prefeitura de São Paulo com 40 monumentos considerados polêmicos por homenagearem figuras ligadas ao massacre indígena, à escravização, ao período colonial e à ditadura militar.

Não satisfeito em condenar o incêndio à estátua do escravagista Borba Gato, o filho “03” de Jair Bolsonaro pede que seja decretada nulidade à lista. Segundo a coluna de Bela Megale, em “O Globo”, a ação é dirigida ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao ex-secretário da Cultura de São Paulo, Ale Yousseff.

Eduardo também quer explicações sobre as intenções da prefeitura com essa lista e as razões pelas quais cada um daqueles monumentos foram considerados “controversos”.

Segundo o deputado, a relação das peças “se trata de uma verdadeira ‘lista negra’ de monumentos de altíssimo valor histórico, paisagístico, plástico e cultural para a cidade de São Paulo”.

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Apesar das estátuas homenagearem assassinos, para Eduardo, com a medida, a prefeitura “condena publicamente” as peças diante dos cidadãos e provoca “sentimento de repulsa e ódio por elementos fundantes de sua história, ao mesmo tempo em que imputam valores superficiais e passionais”.

“A despeito de a Municipalidade ter afirmado que a intenção não é a de ‘remover’ as peças de arte e representação histórica, certo é que, ao segregá-las em uma lista ‘controversa’ os requeridos diminuem sua importância, rejeitam sua representação, ignoram as reflexões que delas advém e desprezam os movimentos artísticos, urbanísticos e culturais de uma das cidades mais cosmopolitas e pujantes do Brasil e do mundo”, diz o parlamentar no documento.

Confira lista

  • Alexandre de Gusmão (1695-1753)
  • Alfredo Maia (1856-1915)
  • Almirante Joaquim Marques de Lisboa – Marquês de Tamandaré (1807-1897)
  • Almirante Joaquim Marques de Lisboa – Marquês de Tamandaré (1807-1897)
  • Amizade Sírio-Libanesa
  • Andando – Monumento a São Paulo
  • Anhanguera (1672-1740)
  • Augusto de Prima Porta (63 a.C. – 14 a.C.)
  • Borba Gato (1649-1718)
  • Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (1794-1857)
  • Camões (1524-1580)
  • Carlos Botelho (1899-1982)
  • Conde Francisco Matarazzo (1854-1937)
  • Conde Francisco Matarazzo Júnior (1900-1977)
  • Conselheiro João José da Silva Carrão (1810-1888)
  • Cristóvão Colombo (1451-1506)
  • Cruz de Anchieta
  • Fundadores de São Paulo
  • General Estilac Leal (1893-1955)
  • Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo
  • Heróis da Travessia do Atlântico
  • Homenagem ao Imortal Prefeito de São Paulo, José Vicente de Faria Lima (1909 – 1969)
  • Infante Dom Henrique (1910-1993)
  • José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838)
  • José Bonifácio de Andrada e Silva, Patriarca da Independência (1763-1838)
  • José Bonifácio, O Moço (1763 – 1838)
  • Monumento à Aldeia de Nossa Senhora dos Pinheiros
  • Monumento a Cícero (106 a.C – 43 a.C.)
  • Monumento a Duque de Caxias (1803 – 1880)
  • Monumento à Independência
  • Monumento às Bandeiras
  • O Caçador de Esmeraldas (Fragmento do Monumento a Olavo Bilac, 1865-1918)
  • Padre Bento Dias Pacheco (1819 – 1911)
  • Padre José de Anchieta (1534 – 1597)
  • Padre José de Anchieta, Apóstolo do Brasil (1534 – 1597)
  • Pedro Álvares Cabral (1467 – 1520)
  • Praça Hussam Eddine Hariri
  • San Martin (1778 – 1850)
  • Tenente Coronel Carlos da Silva Araújo (1835 – 1906)
  • Tiradentes (1746 – 1792)
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Carolina Fortes

Repórter colaborativa no site Emerge Mag e antiga editora-assistente no site da Jovem Pan. Ex-repórter no site Elástica. Formada em jornalismo e faz a segunda graduação em Letras na Universidade de São Paulo (USP). Acredita no jornalismo como forma de impacto social e defende maior inclusão e representatividade.