Fórumcast #19
25 de março de 2017, 21h55

Eduardo Guimarães: Você gostaria de ser julgado por um inimigo?

“O principal requisito que se exige de um juiz de Direito é a imparcialidade, diz o advogado criminalista Fernando Hideo Lacerda, quem me defende de acusações (…)  Como é possível que a Justiça brasileira permita que uma pessoa seja julgada por um inimigo manifesto. Você gostaria de ser julgado por alguém que te odeia?”, questiona o blogueiro que foi conduzido coercitivamente a mando de Sérgio Moro

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

O principal requisito que se exige de um juiz de Direito é a imparcialidade, diz o advogado criminalista Fernando Hideo Lacerda, quem me defende de acusações torpes assacadas contra mim em dois processos – um deles, kafkiano, e o outro, malandro.

Como é possível que a Justiça brasileira permita que uma pessoa seja julgada por um inimigo manifesto. Você gostaria de ser julgado por alguém que te odeia?

Como todos sabem, estou sendo acusado criminalmente pelo juiz Sergio Moro, da 13ª vara de Curitiba, de “obstruir” a Justiça e por “ameaçá-lo”.

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É a primeira acusação criminal que sofro em quase seis décadas de vida. O primeiro processo (obstrução) é uma causa pública. Eu teria avisado um “criminoso”, ou seja, um ex-presidente da República, de que ele seria alvo da Justiça.

O segundo processo é uma causa pessoal do meu julgador; eu teria ameaçado publicamente alguém que dispões de meios de mandar me encarcerar quando lhe der na veneta.

Na semana que finda, após esse caso rumoroso ganhar o mundo e provocar indignação no Brasil e no mundo afora devido à violência física e moral a que fui submetido pelas forças de repressão comandadas por meu detrator, ele, intimidado com a repercussão, recuou parcialmente.

Muitos pensam que meu algoz retirou o processo sobre obstrução, mas não é isso. Ele simplesmente retirou a parte do processo decorrente da violação de meus sigilos, mantendo a acusação de que eu avisei o presidente Lula de que ele seria preso ilegalmente, assim como eu fui.

Para esclarecer tudo isso entrevistei meu advogado, doutor Fernando. O resultado da entrevista você confere no vídeo abaixo.

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