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28 de abril de 2014, 23h13

Egito: líder da Irmandade Muçulmana e mais 682 ativistas são condenados à morte

Para ativistas políticos, governo provisório quer intimidar a oposição com os julgamentos coletivos; Irmandade Muçulmana teme por uma radicalização nos protestos políticos

Para ativistas políticos, governo provisório quer intimidar a oposição com os julgamentos coletivos; Irmandade Muçulmana teme por uma radicalização nos protestos políticos

Por Redação

O líder da Irmandade Muçulmana, Mahamed Badie, e mais 682 de seus partidários foram condenados à morte por um tribunal egípcio. A sentença ainda será submetida ao Mufti, principal autoridade religiosa do país.

Este não é o primeiro julgamento coletivo que acontece no Egito. Em outro caso, o tribunal condenou à morte 37 ativistas envolvidos nas manifestações. Em março, foram julgados cerca 529 simpatizantes que, de acordo com as agências internacionais, deverão cumprir prisão perpétua.

Os ativistas egípcios têm denunciado o governo provisório por imputar um estado de medo e terror com tais julgamentos. Também consideram que os processos coletivos têm como objetivo intimidar os grupos políticos de oposição.

Assim que a sentença foi divulgada, parentes e amigos dos réus foram para a porta do Tribunal, na cidade de Minya. As pessoas protestavam contra o marechal Abdel Fattah al-Sissi, que se tornou o homem forte do país desde a deposição do presidente Mohammed Morsi e hoje é o favorito às eleições presidências.

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A Irmandade Muçulmana declarou que está comprometida com o “ativismo pacífico”, porém, considera que os julgamentos coletivos farão com que os seus partidários e simpatizantes partam pra ações mais violentas.


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