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28 de setembro de 2016, 11h56

“Eles não são burros a ponto de prender Lula”, diz Dilma em primeira entrevista após o golpe

A presidenta eleita Dilma Rousseff, em entrevista para a TVE da Bahia, falou sobre impeachment, Guido Mantega, Lula e as investigações contra corrupção.

A presidenta eleita Dilma Rousseff, em entrevista para a TVE da Bahia, falou sobre impeachment, Guido Mantega, Lula e as investigações contra corrupção. Assista

Por Redação

Em entrevista para o jornalista Bob Fernandes nesta terça-feira (27), Dilma Rousseff comentou os eventos recentes do governo Temer e falou sobre a decepção pós impeachment ao perceber a carga misógina do processo e a perseguição às causas sociais.

Confira, abaixo, alguns trechos da entrevista.

Acredita na prisão de Lula?

“Não acredito que eles cometam este absurdo, não porque sejam bons, mas acredito que também não são burros. Acho que transformará a prisão de uma pessoa visivelmente injustiçada em um herói. Acho que eles não irão querer. Acho que a estratégia é inviabiliza-lo para 2018. O golpe só se completa com isto. As forças que deram o golpe têm muito interesse que ele seja julgado e condenado. Eles tiram o Lula do jogo e se livram da Lava Jato. Não estou dizendo que todas as pessoas que participam da operação seja essa, mas a estratégia dos que deram o golpe é a seguinte: constrói um impeachment fraudulento”

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Do que se orgulha em seu governo?

“Me orgulho do pré-sal, do ‘Minha Casa Minha Vida, do Pronatec, de todo o processo de inclusão que fizemos, das obras de infraestrutura”

O que mais magoou?

“Tinha e teve um viés misógino, machista em relação à figura que construíram de mim. Suportei muitas coisas. Uma das coisas que fiquei extremamente magoada foi a história do cachorro. Eu nunca deixei de ter cachorro, tive a vida inteira. Eu tinha cinco cachorros, todos eles eu herdei, dois foram do ex-presidente Lula, eu os criei, o meu tinha 13 anos, e uma que eu peguei na rua, uma que eu ganhei. O meu cachorro de 14 anos era um labrador, fiz de tudo para ele não morrer, mas aí ele teve duas doenças, por isso que ele foi sacrificado. Aí virei assassina de cachorro”

Foto: Ichiro Guerra/PR


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