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12 de julho de 2016, 16h33

Em algumas horas, MEC nomeia e exonera economista ligado ao “Escola Sem Partido”

Economista foi chamado para ser “assessor especial” do Ministro. Na prática, seria um braço direito que analisaria a necessidade de políticas públicas na educação.

Economista foi chamado para ser “assessor especial” do ministro da Educação. Na prática, seria um braço direito que analisaria a necessidade de políticas públicas na educação

Por Redação

Saiu no Diário Oficial da União da última segunda-feira (11) a nomeação de Adolfo Sachsida para o cargo de assessor especial do ministro da Educação Mendonça Filho. A nomeação, porém, foi cancelada na manhã desta terça-feira, (12).

Saschida é apoiador do “Escola sem Partido”, um movimento que visa a “neutralidade do ensino”, é contra a “doutrinação ideológica” nas escolas e tem ganhado força nos últimos meses. O ministro da Educação já afirmou ser contra o projeto. Apesar disso, uma professora de sociologia foi suspensa de uma escola depois que seus alunos fizeram uma paródia do funk “baile de favela” que abordava Karl Marx.

A exoneração de Saschida, segundo uma nota divulgada pelo MEC, aconteceu porque “O MEC e o economista concluiram não ser necessária tal colaboração”. Ele seria contratado para avaliar o impacto que o financiamento de políticas públicas de educação, como o Prouni, o Sisu e o Ciências Sem Fronteira têm na economia do país.

Saschida se autointitula “pró vida, propriedade privada, conservadorismo moral e liberdade econômica”. Em seu canal no Youtube, o economista entrevista o criador do projeto inicial “Escola Sem Partido”, Miguel Nagib, em um vídeo que se chama “Doutrinação Ideológica e Ideologia de Gêneros nas Escolas”.

Defesa de Bolsonaro

Em seu blog, o economista fez um post onde manifestou desaprovação da decisão do STF de tornar o deputado Jair Bolsonaro (PSC-SP) réu em um processo por apologia ao estupro e injúria. Segundo Sachsid, o fato de Bolsonaro ter dito que não estupraria a também deputada Maria do Rosário (PT-RS) “porque ela não merece”, não é apologia ao estupro. “Pode-se achar a frase acima de mau gosto, pode-se achá-la inconveniente, mas daí a dizer que a mesma se configura em apologia ao crime é de um absurdo incrível. Onde está a apologia ao crime?”, afirmou Sachsida.

Porto de Mariel

Sachsida também é integrante do “Foro de Brasília”, um movimento que pede o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff. Ele entrou com uma ação judicial para que o BNDES divulgasse documentos sobre o Porto de Mariel, em Cuba. Ele obteve vitória no caso semana passada e comemorou. “O interesse nacional não pode se sobrepor aos de países alinhados ideologicamente com quaisquer governos, especialmente quando os mesmos recursos públicos não são aplicados em obras estratégicas para o desenvolvimento e crescimento nacional”.

Foto de Capa: reprodução/ Youtube


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