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08 de outubro de 2013, 10h24

Em assembleia, bancários decidem continuar em greve

Movimento já dura 20 dias e estima-se que 32 mil trabalhadores do setor estejam paralisados

Movimento já dura 20 dias e estima-se que 32 mil trabalhadores do setor estejam paralisados

Por Redação

Já são 20 dias de paralisação (Foto: Agência Brasil)

Ontem (7), por volta das 17h, aproximadamente mil bancários votaram unanimemente pela manutenção da greve, que já dura 20 dias, em São Paulo. A reunião foi convocada para avaliar proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), feita na última sexta-feira (4), de 7,1% de reajuste salarial. Segundo o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, o índice corresponde a 0,97% de aumento real.

A Fenaban também propôs um reajuste de 7,5% no piso, que para o sindicato representa apenas 1,35% de aumento real. Os bancários pedem, também, valorização dos vales refeição e alimentação e melhores condições de trabalho, com o fim das metas individuais, consideradas “abusivas” pela classe.

“Há uma margem muito grande de lucro sendo apropriada somente pelos bancos. A sociedade quer sua parte, na forma de melhores serviços, e os bancários na forma de melhores salários e condições dignas de trabalho. Por isso cobramos além de um reajuste maior, propostas mais concretas para acabar com a pressão que adoece a categoria e mais contratações para melhorar o atendimento e reduzir a sobrecarga de trabalho”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

Para Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, a mobilização mostra a força de articulação da classe, o que deve dificultar as negociações para os banqueiros. “Os bancários deixaram claro mais uma vez aos banqueiros que não aceitam uma proposta rebaixada, absolutamente incompatível com a rentabilidade do sistema financeiro, com o aumento da produtividade dos trabalhadores do setor e com o lucro astronômico dos bancos, que ultrapassou R$ 60 bilhões nos últimos 12 meses.”

Segundo o Sindicato dos Bancários, 593 agências bancárias aderiram ao movimento de greve em São Paulo. Estima-se que 32 mil trabalhadores do setor estejam paralisados. A Contraf-CUT afirma que no país 11.717 agências estão fechadas em decorrência da paralisação.


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