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15 de Maio de 2016, 10h28

Em ato de desobediência civil histórico, milhares fumam maconha em plena avenida Paulista

Na edição deste ano, uma das maiores da história, a Marcha da Maconha incentivou os participantes a consumirem cannabis ao longo do protesto como ato de desobediência civil. A Polícia Militar, diferentemente dos outros anos, apenas acompanhou a manifestação que tinha como lema “Fogo na bomba e paz na quebrada”. Confira as melhores fotos

Por Redação

A Marcha da Maconha 2016 em São Paulo teve, na tarde deste sábado (14), uma de suas edições mais históricas. Depois de ser violentamente reprimida pela Polícia Militar, de ser proibida pela Justiça de existir e de até mesmo chamar “maconha” de “pamonha” para não fazer apologia, o movimento cresceu e reuniu, na edição deste ano, milhares de pessoas, que realizaram um “fumaço” em plena avenida Paulista como um ato de desobediência civil.

“A época de sair do armário já foi, agora é hora de legalizar: a Paulista e a maconha!”, disse a organização do evento, que incentivou os manifestantes a fazerem o consumo da erva ao longo do protesto. A recomendação foi atendida e uma névoa branca de fumaça tomou conta da avenida Paulista e da rua Augusta. A PM, por incrível que pareça, apenas acompanhou.

Além do consumo da cannabis, os manifestantes, como em todos os anos, reivindicavam o fim da guerra às drogas com o proibicionismo vigente no país.

“A proibição das drogas não impede nem nunca impediu o uso mas, por outro lado, serve como justificativa pro Estado matar, encarcerar, internar, discriminar, subornar, torturar e forjar. Tudo isso em nome da saúde! Da saúde de quem, se nem o uso medicinal da maconha, que pode aliviar ou até curar doenças gravíssimas, é permitido?!”, questionou a organização da Marcha.

Confira, abaixo, uma galeria com as melhores fotos do protesto.

 


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