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18 de janeiro de 2020, 19h55

Em carta ao Congresso, líderes indígenas reafirmam luta contra projeto ruralista

Em um dos trechos da carta, os líderes indígenas afirmam que “não aceitamos garimpo, mineração, agronegócio e arrendamento de nossas terras. Não aceitamos madeireiros, pescadores ilegais e hidrelétricas e outros empreendimentos que venham nos impactar de forma direta e irreversível. Repudiamos a perseguição e a tentativa de criminalização das nossas lideranças”.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após o encerramento do Encontro dos Povos Mebengokrê, nesta sexta-feira (17), os organizadores enviaram uma carta ao Congresso Nacional, assinada pelo Cacique Raoni Metuktire e outras 600 lideranças indígenas, quilombolas e ribeirinhas.

O evento, que aconteceu na Terra Indígena Capoto Jarina, às margens do rio Xingu, no Mato Grosso, terminou com um manifesto no qual os participantes expressam seu repúdio à exploração dos recursos naturais e da agricultura nas terras indígenas, e criticam a pauta sobre liberação das áreas para o cultivo agrícola, atualmente em discussão no Congresso.

Em um dos trechos da carta, os líderes indígenas afirmam: “Não aceitamos garimpo, mineração, agronegócio e arrendamento de nossas terras. Não aceitamos madeireiros, pescadores ilegais e hidrelétricas e outros empreendimentos que venham nos impactar de forma direta e irreversível. Repudiamos a perseguição e a tentativa de criminalização das nossas lideranças”.

Além da carta, o Encontro dos Povos Mebengokrê também marcou o relançamento da Aliança dos Povos da Floresta, que conta com a colaboração da ativista Ângela Mendes, filha do histórico líder seringueiro Chico Mendes.

A carta-manifesto do evento também diz que os povos se sentem ameaçados com a proposta do atual governo, mas que pretendem lutar mesmo assim pelos direitos previstos em lei.

Além disso, também reivindica o cumprimento das políticas públicas de proteção para os povos isolados, como um plano de educação diferenciada e a municipalização da saúde indígena.

Finalmente, termina afirmando “a certeza de que 2020 será um ano de muita luta, e convocamos todos os parentes e os parceiros dos povos indígenas no Brasil e no exterior para um ano de muitas mobilizações, onde devemos estar presentes com a força e a energia de nossos ancestrais em Brasília e nas ruas de todo o mundo”.

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