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26 de agosto de 2014, 12h11

Em fato inédito, parlamentar vota contra lei no parlamento cubano

Deputada Mariela Castro, uma das principais defensoras dos direitos LGBT no país, discordou de lei por considerá-la discriminatória

Deputada Mariela Castro, uma das principais defensoras dos direitos LGBT no país, discordou de lei por considerá-la discriminatória

Por Redação

A deputada Mariela Castro fez algo inédito na história do Parlamento cubano: votar contra uma lei. Desde a revolução cubana que instituiu o regime socialista, nunca um parlamentar havia se posicionado contrário a uma proposta de lei apresentada. Mariela discordou da lei trabalhista que bane a discriminação com base no gênero, raça e orientação, porém, não contempla identidade de gênero, motivo da contrariedade da parlamentar.

Mariela Castro justificou o seu voto dizendo que a lei discrimina as pessoas transgêneras. Ela é a diretora do Centro Nacional de Cuba para Educação Sexual (Cenesex) e tem sido a principal voz na defesa dos direitos das LGBT na ilha. “Eu não poderia votar a favor sem a certeza de que os direitos trabalhistas das pessoas com identidade de gênero diferente seriam explicitamente reconhecidos”, declarou Mariela.

A Assembleia Nacional de Cuba é composta por 612 parlamentares e desde a sua fundação nunca um deputado havia votado contra uma lei apresentada. A atitude de Mariela Castro foi considerada “revolucionária” ao redor do mundo por ter quebrado uma hegemonia de mais de 40 anos e pelo fato dela ser mulher num ambiente predominantemente masculino. Mariela é filha de Raul Castro, atual presidente de Cuba, e sobrinha de Fidel Castro.

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Foto: Agência Havana 

 


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