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09 de novembro de 2016, 11h58

Em julho, Serra afirmou que vitória de Trump seria “pesadelo”

Assim com a maior parte dos analistas e das pesquisas de intenção de voto, o chanceler brasileiro, que chamava o Brasil de “Estados Unidos do Brasil”, não acreditava em uma vitória de Trump e, há quatro meses, fez declarações que podem, com o triunfo do biolionário, criar mais um constrangimento diplomático em sua gestão. Tucano já havia causado polêmica em outras ocasiões por mostrar falta de conhecimento e preconceito sobre a América Latina. Relembre

Por Redação

O ministro das Relações Exteriores do governo Temer, José Serra, ainda não se pronunciou sobre a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas. Assim como a maior parte dos analistas e das pesquisas de intenção de voto, o tucano não contava com um triunfo do bilionário em cima de Hillary Clinton mas, há quatro meses, fez declarações que podem gerar um constrangimento diplomático entre os dois países agora que Trump será, de fato, o presidente dos Estados Unidos.

“Eu considero a hipótese do Trump um pesadelo.Pesadelos, às vezes, se materializam? Se materializam, mas eu prefiro não pensar nisso, fazer o jogo do contente”, afirmou o chanceler em julho ao jornal Correio Braziliense .

O tucano disse, na época, que apoiava uma vitória de Hillary Clinton “para o bem do mundo”. Especialistas apontam que, apesar de todo o discurso conservador de Trump, Hillary era a candidata da oligarquia financeira e do complexo industrial-militar que alavanca as políticas intervencionistas como as que acontecem com a guerra na Síria ou no Iraque.

Desde que assumiu o cargo de ministro das Relações Exteriores, mesmo nos meses em que foi interino, José Serra já fez uma série de declarações que mostram falta de conhecimento com a pasta que comanda e que abrem caminho para outros constrangimentos diplomáticos.

Também em julho deste ano, por exemplo, Serra fez uma piada de cunho machista em visita ao México. “Devo dizer, cara ministra, que o México, para os políticos homens no Brasil, é um perigo porque descobri que aqui quase a metade dos senadores são mulheres”, disse, na época, à secretária de Relações Exteriores do México, Claudia Ruiz Massieu.

Já em setembro, em uma entrevista, o tucano se enrolou ao tentar explicar quais os países membros do BRICS, bloco de cooperação política e econômica que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e chegou a incluir a Argentina no grupo.

Antes de ser ministro das Relações Exteriores o ex-prefeito de São Paulo também já havia cometido uma gafe em que demonstra falta de conhecimento sobre a pasta que comanda atualmente. Em uma entrevista ao jornalista Boris Casoy, Serra afirmou que o  nome completo do Brasil é “Estados Unidos do Brasil”, quando na verdade o país se chama República Federativa do Brasil desde os anos 1960.

 

 


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