Em reunião, Paulo Guedes diz que a China “inventou o vírus”

A declaração do Ministro da Economia aconteceu durante reunião sobre Saúde Suplementar, que ocorria no mesmo momento em que a CPI da Covid era instalada

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou, durante reunião do Conselho de Saúde Suplementar, realizada nesta terça-feira (27), que “o chinês inventou o vírus”, mas que tem uma “vacina menos eficiente do que a desenvolvida por empresas americanas”.

A declaração de Guedes foi dada no mesmo momento em que o Senado instalada a CPI da Covid que vai investigar as ações do governo Bolsonaro na pandemia.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a fala de Paulo Guedes sobre as vacinas produzidas pela China e pelos EUA foi dita em um contexto em que o ministro defendia maior eficácia do setor privado sobre o setor público.

O ministro não sabia, mas a reunião estava sendo transmitida pelas plataformas do Ministério da Saúde, ao tomar conhecimento pediu para que “não fosse ar”.

Apesar de os imunizantes produzidos pela Pfizer e Moderna terem apresentado, em seus estudos clínicos, maior eficácia do que a CoronaVAc, especialistas afirmam que tal comparação é descabida, pois, os testes da fase clínica são realizados em circunstâncias diferentes.

A ideia de que o coronavírus seja um “vírus chinês” começou a ser propagada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e foi adotada pelo governo Bolsonaro, seus ministros e apoiadores. No entanto, investigação conduzida pela Organização Mundial da Saúde afirma que não “nenhuma evidência” que aponte a China como o local de origem do vírus.

Com informações da Folha de S. Paulo

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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