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31 de maio de 2015, 14h48

Em SP, Alckmin censura campanha antiproibicionista

Depois de passar sem problemas pelo Rio de Janeiro, a campanha "Da proibição nasce o tráfico" - que traz ilustrações de cartunistas como Larte e Angeli questionando a guerra às drogas - foi vetada pelo governo do estado de SP

Depois de passar sem problemas pelo Rio de Janeiro, a campanha “Da proibição nasce o tráfico” – que traz ilustrações de cartunistas como Larte e Angeli questionando a guerra às drogas –  foi vetada pelo governo do estado de SP 

Por Redação 

Em São Paulo é proibido defender a legalização das drogas. Depois de passar com sucesso pelo Rio de Janeiro, a campanha “Da Proibição Nasce o Tráfico”, que traz charges questionando a eficácia da “guerras às drogas”, foi vetada pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), subordinada do governo do estado.

Assim como no Rio de Janeiro, a ideia era afixar cartazes com charges de cartunistas como Laerte e Angeli nos vidros traseiros de ônibus. O material já estava pronto e afixado nos veículos para circular quando veio a proibição, na última quarta-feira (27).

De acordo com a socióloga Julita Lemgruber, idealizadora da campanha, um funcionário da empresa estadual chegou a ameaçar o publicitário que havia aprovado o projeto.

“Disse que em São Paulo essa campanha não iria acontecer, que a campanha significa um desrespeito ao policial e ao cidadão, que em São Paulo não querem apologia às drogas”, contou. 

Lemgruber, no entanto, já adiantou que está considerando alternativas judiciais para fazer a campanha circular.

Confira abaixo alguma das charges que fazem parte do projeto “Da Proibição Nasce o Tráfico”.

Foto: Divulgação


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