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16 de agosto de 2007, 18h02

Em Brasília, Via Campesina protesta contra liberação de milho transgênico

"Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos" cobra estudos de impacto ambiental e plano de monitoramento pós-comercialização

“Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos” cobra estudos de impacto ambiental e plano de monitoramento pós-comercialização

Por Redação

As entidades que integram a Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos, entre elas a Via Campesina Brasil, realizam na tarde desta quinta-feira, 16, um protesto contra a liberação comercial do milho transgênico, prevista para acontecer durante a reunião mensal da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Os manifestantes carregam cartazes que denunciam a irresponsabilidade da comissão em aprovar o milho geneticamente modificado sem que haja um estudo sobre seus impactos do no meio ambiente ou um plano de monitoramento pós-comercialização e regras para coexistência entre plantações transgênicas e não-transgênicas. Também como forma de protesto, cientistas contrários à liberação devem se retirar da sala no momento da votação.

Os movimentos camponeses defendem a agroecologia e o direito de todos e todas ao acesso a alimentos saudáveis e de qualidade, e alertam que a solicitação de liberação do milho transgênico no Brasil é feita somente por quatro transnacionais, o que pode levar a um monopólio de produção de sementes de milho no Brasil.

A Via Campesina é uma organização camponesa internacional que desde 1993 é responsável pela mobilização e articulação mundial defendidas pelos camponeses. No Brasil, sete organizações compõem a Via: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB).


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