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02 de fevereiro de 2012, 09h48

Em Fortaleza, escolas vão discutir homofobia

Possibilitar que a escola seja um espaço de cidadania e respeito as diferenças; fazer com que os professores quebrem seus tabus e preconceitos e, a partir daí, tornem possível trabalhar a sexualidade nas escolas, não somente nos trabalhos com prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, mas tratar da totalidade do corpo do indivíduo, das suas subjetividades, prazeres e desejos.

Norteados por esses objetivos é que acontecem as capacitações, que fazem parte do projeto Diversidade Sexual e Cidadania, voltadas aos professores das escolas municipais de Fortaleza.

O curso tem duração de 40 horas, distribuídos em duas etapas e é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação (SME), em parceria com Grupo de Resistência Asa Branca (Grab).

O educador e membro do Grab, Adriano Caetano, 35, explica que no primeiro momento do curso é discutida uma perspectiva da educação sexual no âmbito da escola. “Colocamos, também, na discussão o papel do homem e da mulher na sociedade que tem como atriz a heterossexualidade”, diz. Além dessas discussões, são feitas trocas de experiências e rodas de conversa, nelas os professores expõem algumas dificuldades enfrentadas nas escolas.

Após esses passos é feita uma análise dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), no qual tange a orientação sexual como forma de ser ministrada transversalmente, sem precisar de uma disciplina específica. Depois é colocada em questão o papel do homossexual na sociedade. “Discutimos os Direitos Humanos da população lésbica, gay, bissexual, travestis e transexuais (LGBTT), e a luta por políticas públicas para esse segmento”, diz Caetano.

A exemplo dessa políticas públicas, ele cita a luta pela inserção de uma educação sexual que combata a homofobia na sociedade e divulgue o respeito para toda a população.

A técnica da Coordenadoria de Diversidade Sexual, Marylucia Mesquita, 38, que faz questão de ressaltar ser feminista e lésbica, diz que a iniciativa do Grab é de total importância para formação de educadores comprometidos com uma sociedade justa, livre e democrática. Informou, que as dificuldades apresentadas pelos professores são em relação aos preconceitos manifestados pelos educadores e alunos quanto a homossexualidade e a bissexualidade como orientação sexual. “ Na escola como na sociedade, na família reproduz a heterossexualidade como norma e isso exclui crianças, adolescentes e jovens que têm uma orientação sexual diferente da heterossexualidade”, diz. 


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