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08 de fevereiro de 2012, 19h14

Em Sousa (PB), o primeiro centro de cultura cigana do Brasil

Será em Sousa, município da Paraíba, conhecido pelas pegadas de dinossauros, que ficará o primeiro Centro de Referência da Cultura cigana no Brasil. Trata-se do Centro Calon de Desenvolvimento Integral (CCDI), cuja inauguração está marcada para amanhã (06/08), e que contará com a presença do ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Politicas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

O espaço multiuso é destinado ao fortalecimento do processo de organização da população cigana,visando a valorização cultural, a consolidação da cidadania e o estímulo ao desenvolvimento socioeconômico dessas comunidades.

O Centro de Referência é resultado da parceria entre a SEPPIR, a Prefeitura de Sousa, que doou a área, e a Eletrobrás, que investiu R$ 237 mil. Outros ministérios e empresas estatais se integram à iniciativa, como o Banco do Brasil, que apoia a instalação de um telecentro para inclusão digital; o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que contempla o CCDI no programa de bibliotecas rurais "Arca das letras"; e o Ministério da Cultura, que por meio do "Programa mais cultura" está equipando o Centro com filmes,projetores digitais e câmeras.

Presença cigana
Localizada no sertão semiárido, a 430 quilômetros da capital, Sousa é uma das cidades nordestinas com maior presença cigana: cerca de 600 pessoas pertencentes ao grupo Calon – uma das etnias presentes no país.

A origem nômade, a prática da quiromancia, a língua própria e os trajes típicos são alguns dos traços culturais que levaram os ciganos a serem escravizados, perseguidos, deportados e discriminados ao longo da história da humanidade. Eles chegaram ao Brasil no século XVI e, de acordo com estimativas da Pastoral dos Nômades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os agrupamentos ciganos reúnem atualmente cerca de 800 mil pessoas, principalmente nas regiões Nordeste e Sudeste.

Por meio da Subsecretaria de Comunidades Tradicionais, a SEPPIR responde pela articulação de ações interministeriais para que as políticas públicas alcancem as especificidades desse segmento social, como campanhas para erradicação do sub-registro civil, educação previdenciária, distribuição de cartilha sobre direitos humanos, criação de prêmio para proteção das manifestações culturais, além da inclusão, no calendário oficial, do Dia Nacional do Cigano – comemorado em 24 de maio desde 2006.

Por Redação-Afropress.


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