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29 de junho de 2016, 20h11

Entidades de defesa dos direitos humanos organizam ato em repúdio a violência policial

A manifestação procura chamar a atenção para o alto número de assassinatos de jovens brasileiros cometidos por agentes de segurança. Só neste mês, duas crianças foram assassinadas em circunstâncias que apresentam indícios de execuções. Ítalo Ferreira de Jesus Siqueira, de 10 anos, foi morto por policiais militares no dia 2 de junho. Já Waldik Gabriel Silva Chagas foi assassinado por um guarda civil metropolitano no último sábado, dia 25 de junho

Por Redação

Movimentos sociais e entidades de defesa de direitos humanos promovem nesta quinta-feira (30), em frente a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, um ato chamado “Ítalo Presente! Contra  o Genocídio da Infância e Juventude Preta, Pobre e Periférica”.

PM paulista mata em média dois adolescentes por mês desde 2010

A manifestação procura chamar a atenção para o alto número de assassinatos de jovens brasileiros cometidos por agentes de segurança. Só neste mês, duas crianças foram assassinadas em circunstâncias que apresentam indícios de execuções. Ítalo Ferreira de Jesus Siqueira, de 10 anos, foi morto por policiais militares no dia 2 de junho. Já Waldik Gabriel Silva Chagas foi assassinado por um guarda civil metropolitano no último sábado, dia 25 de junho.

“Em julho de 2015, o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) divulgou uma pesquisa que revelou que 28 crianças e adolescentes são assassinados por dia no Brasil. Dados recentes divulgados pela Ouvidoria de Polícia de São Paulo mostram que de 2010 à 2016, 191 crianças e adolescentes com até 16 anos foram mortas por policiais em São Paulo. Esses números revelam que de fato existe um extermínio de crianças e jovens no País, motivado pela vulnerabilidade social e pela fragilidade dos programas públicos educacionais e de proteção social, que favorecem a entrada de crianças e jovens na criminalidade, mas também devido aos assassinatos cometidos por agentes do estado, principalmente por policiais militares”, afirma o advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe) e do Movimento Nacional de Direitos Humanos.

Além do Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo, do Condepe, do Movimento Nacional de Direitos Humanos, também participarão do ato público o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) Paulo Freire, a Central de Movimentos Populares (CMP), o Grupo Tortura Nunca Mais, a Pastoral Carcerária da Arquidiocese de São Paulo, a Frente Nacional contra a Redução da Maioridade Penal, O Centro Santo Dias de Direitos Humanos, as Mães de Maio, o Centro de Direitos Humanos do Sapopemba, o Centro Gaspar Garcia, entre outras.

Foto de Capa: Carlos Latuff


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